- Rússia realizou um dos maiores exercícios nucleares dos últimos anos, com mais de 64 mil pessoas envolvidas e centenas de lançadores.
- Belarus participou do exercício, recebendo munições nucleares da Rússia para treinar a preparação e o uso de forças nucleares em caso de agressão.
- Entre os testes, houve lançamento de míssil balístico intercontinental Yars, míssil hipersônico Zircon e míssil balístico Sineva movido a combustível líquido.
- Também foram exibidos submarino nuclear de mísseis balísticos Borei, aeronave Il-38 e MiG-31 com míssil hipersônico Kinzhal. Putin e Lukashenko acompanharam por vídeo.
- Autoridades destacaram que o uso de armas nucleares seria uma medida extrema, em meio a tensões entre Estados Unidos, Otan e Rússia pela guerra na Ucrânia.
Rússia realizou um dos maiores exercícios nucleares dos últimos anos, iniciado nesta terça-feira (19) e encerrado nesta quinta (21). O objetivo, segundo o Ministério da Defesa, foi treinar a preparação e o uso de forças nucleares em caso de agressão, com participação de Belarus, aliado ao Kremlin, que também recebeu munições nucleares.
O arsenal envolvido incluiu mais de 7.800 unidades de equipamento militar, como 200 lançadores de mísseis, 140 aeronaves, 73 navios de superfície e 13 submarinos, entre eles oito submarinos de mísseis estratégicos. O exercício mobilizou mais de 64 mil pessoas. Lançamentos foram acompanhados por autoridades russas, incluindo Putin, Lukashenko e militares de alta patente.
Testes de mísseis e demonstração de capacidade
Nesta quinta, houve testes com um míssil balístico intercontinental Yars no Cosmódromo de Plesetsk e com um míssil hipersônico Zircon a partir de uma fragata no Mar de Barents. Um submarino lançou um míssil balístico Sineva movido a combustível líquido, informou o Ministério da Defesa.
Além disso, a Rússia exibiu um submarino nuclear de mísseis balísticos da classe Borei, uma aeronave Il-38 e um MiG-31 com o míssil hipersônico Kinzhal, no contexto do exercício que contou com unidades em Belarus e na Rússia recebendo munições nucleares. O chefe do Estado-Maior, Valery Gerasimov, destacou que a tríade nuclear permanecerá como garantia de soberania.
Contexto e reação internacional
Os exercícios ocorrem em meio a tensões com a Otan decorrentes da guerra na Ucrânia e de ações de drones no Mar Báltico. O Kremlin afirmou que o uso de armas nucleares continua sendo uma medida excepcional e de último recurso, em tom de advertência ao Ocidente. A Ucrânia e alguns países ocidentais criticaram as demonstrações de poder, enquanto a Rússia sustenta que a tríade nuclear é essencial para a defesa.
Observação: informações da Reuters.
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