- Rússia realiza exercícios estratégicos nucleares em grande escala, com mais de 64 mil soldados e mais de 7,8 mil armamentos, incluindo mais de 200 lançadores de mísseis, mais de 140 aeronaves, 73 navios e 13 submarinos, oito deles com mísseis estratégicos.
- A iniciativa envolve a tríade nuclear: mísseis balísticos intercontinentais, submarinos nucleares e bombardeiros estratégicos, e é apresentada como preparação para empregar as forças diante de uma ameaça agressiva.
- Belarus participa dos exercícios com manobras envolvendo armas nucleares táticas; o país recebeu ogivas táticas russas em 2023.
- Dois dias antes dos exercícios, Moscou sofreu um dos maiores ataques de drones já registrados; as autoridades não ligam oficialmente o ataque aos exercícios, mas o contexto de tensão persiste.
- Na semana anterior, a Rússia testou o míssil balístico intercontinental Sarmat, com alcance superior a 35 mil quilômetros; Putin mencionou outras iniciativas militares, como Oreshnik, Poseidon e Burevestnik.
A Rússia realizou nesta semana exercícios estratégicos nucleares em grande escala, com apoio de dezenas de milhares de militares e de armamentos nucleares, segundo o Ministério da Defesa. A participação também envolve a Bielorrússia, onde manobras com armas nucleares táticas ocorreram na segunda-feira (18/5).
As manobras envolvem a tríade nuclear: mísseis balísticos intercontinentais, submarinos nucleares e bombardeiros estratégicos. O Ministério informou que o treino reuniu mais de 64 mil soldados e cerca de 7,8 mil itens de equipamento, incluindo 200 lançadores, 140 aeronaves, 73 navios e 13 submarinos, entre eles oito com mísseis estratégicos.
Dois dias antes, Moscou sofreu o maior ataque de drones da sua história, o que elevou a tensão regional. As fontes oficiais não vinculam o episódio aos exercícios, mas o cenário reforça o contexto de alerta constante das forças nucleares estratégicas.
Exercícios em Belarus
Antes das manobras russas, Belarus iniciou exercícios com armas nucleares táticas. O objetivo, segundo o Ministério da Defesa local, é testar a capacidade de lançar mísseis de regiões não preparadas em todo o território.
A prática acontece em meio a temores do Ocidente sobre escaladas envolvendo a região. Em 2023, a Bielorrússia já recebeu ogivas táticas da Rússia, ampliando o leque de exercícios conjutos.
Lançamento do míssil Sarmat
Na semana anterior, em 12 de maio, a Rússia testou o míssil balístico intercontinental Sarmat. A arma foi anunciada como capaz de alcançar distâncias superiores a 35 mil km, segundo Vladimir Putin.
Putin descreveu o Sarmat como capaz de trajetórias suborbital com peso e alcance superiores aos antecessores, destacando que apenas dois lançamentos obtiveram sucesso até o momento. O presidente citou também outros projetos militares em operação.
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