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Trump e Netanyahu divergem sobre o futuro da guerra ao Irã em telefonema tenso

Telefonema tenso revela divergência entre Trump e Netanyahu sobre guerra ao Irã; EUA sinalizam possibilidade de acordo, enquanto Israel pressiona retomar ações

Trump e Netanyahu: o americano busca saída para o fim do conflito, enquanto o israelense prefere pôr lenha na fogueira (Yuri Gripas/Abaca/Bloomberg/Getty Images; Raedle/Getty Images)
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  • O telefonema entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, mostrou visões distintas sobre a guerra ao Irã, com Netanyahu defendendo retomar ataques e Trump sinalizando controle da situação.
  • Trump havia dito, no domingo, que planejava bombardear o Irã no início da semana seguinte, em uma possível “Operação Martelo”, mas adiou os ataques a pedido de aliados do Golfo.
  • Aliados árabes e mediadores tentaram criar uma estrutura diplomática; o Pentágono e Washington discutem caminhos para avançar nas tratativas com o Irã.
  • Netanyahu criticou o adiamento dos ataques na terça-feira e telegramou Trump para insistir na retomada das ações militares.
  • As negociações seguem tensas e itinerantes, com o Irã mantendo suas exigências; Paquistão atua como mediador e não está claro quais pontos já foram superados. Trump repetiu que a via militar continua como opção.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, discutiram sobre a guerra contra o Irã em um telefonema tenso nesta semana. O encontro mostrou divergências entre os líderes sobre como avançar ou adiar ações militares.

Segundo a Axios, o diálogo ocorreu na terça-feira, 19, após Trump sinalizar a intenção de retomar ataques contra o Irã no começo da semana, com um possível retorno da ofensiva sob o código Operação Martelo. Posteriormente, Trump interrompeu os ataques, segundo relatos, a pedido de aliados do Golfo.

A CNN destacou que o desconto entre as posições ocorreu após Trump anunciar, nas redes sociais, a suspensão dos ataques que estavam programados para terça-feira. Países da região, como Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes, mediaram contatos diplomáticos nos dias seguintes.

Desdobramentos e mediação

Trump disse estar no controle da situação e sinalizou que negociações com o Irã seguem em andamento. Fontes citam que Netanyahu pressionou pela retomada das ações militares, defendendo uma linha mais dura em relação a Teerã. O objetivo seria pressionar por condições mais favoráveis aos interesses israelenses.

De acordo com fontes próximas aos fatos, as negociações envolvem terceiros: Paquistão atuando como mediador, e representantes dos EUA acompanhando o processo. O Irã manteve posição firme sobre suas demandas, incluindo questões relativas ao programa nuclear e ativos congelados.

Esmaeil Baqaei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, informou que Teerã e Washington trocam mensagens via Paquistão e analisam as propostas com base em um conjunto inicial de pontos. O chefe do Exército paquistanês viajará a Teerã para ampliar as mediações.

Situação atual

As partes apresentam avanços incertos. Trump ressaltou que, caso não haja respostas satisfatórias, medidas futuras podem ocorrer rapidamente. O cenário diplomático permanece tenso, com a possibilidade de mudanças estratégicas dependendo do progresso nas tratativas.

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