- O porta-aviões USS Nimitz chegou ao Caribe em meio à tensão entre os Estados Unidos e Cuba.
- O grupo de ataque inclui ala aérea embarcada, um destróier com mísseis e um navio de suprimentos, descrito pelo Comando Sul dos EUA como símbolo de prontidão, presença, alcance e letalidade.
- O navio pode transportar mais de 60 aeronaves, tem cerca de 100 mil toneladas, ultrapassa 330 metros de comprimento, é movido por dois reatores nucleares e pode abrigar cerca de 6 mil pessoas.
- O ex-presidente cubano Raúl Castro foi indiciado pelos EUA por quatro homicídios, conspiração para matar cidadãos americanos e destruição de aeronaves; o governo cubano criticou a decisão e houve repercussões no Congresso americano.
- O contexto inclui embargo econômico desde 1962 e bloqueio de petróleo desde janeiro; Cuba sinalizou que pode aceitar ajuda humanitária de US$ 100 milhões, desde que siga protocolos internacionais.
O USS Nimitz, porta-aviões dos EUA, chegou ao Caribe em meio a tensão com Cuba. A movimentação foi anunciada pelas Forças Armadas dos EUA e ocorre após o indiciamento formal do ex-presidente cubano Raúl Castro.
O grupo de ataque inclui o porta-aviões, uma ala aérea embarcada, um destróier com mísseis guiados e um navio de suprimentos. A força-tarefa é descrita pelo Comando Sul dos EUA como símbolo de prontidão, presença e alcance.
Detalhes do USS Nimitz
O navio pode transportar mais de 60 aeronaves e conta com sistemas de armas, radares e comando estratégico. Tem cerca de 100 mil toneladas, 330 metros de comprimento e é movido por dois reatores nucleares, com capacidade para longos períodos de operação.
A embarcação permite altas velocidades e operações de bloqueio marítimo, ataques com mísseis e apoio a ações terrestres, aéreas e navais. Participou de operações no Afeganistão e no Iraque após os ataques de 11 de setembro.
Contexto político internacional
Raúl Castro é acusado de quatro homicídios e de conspiração para matar cidadãos americanos. A indagação também envolve destruição de aeronaves. A decisão provocou críticas de Havana, enquanto EUA discutem medidas de resposta.
Três senadores democratas apresentaram uma resolução para impedir possível ação militar contra Cuba. O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, afirmou que a ilha tem direito de se defender de ofensivas externas.
Cuba vive sob embargo econômico dos EUA desde 1962 e enfrenta desde janeiro um bloqueio petroleiro imposto pelos EUA, agravando a crise energética e humanitária no país. Na última semana, Cuba sinalizou abertura para oferta de ajuda humanitária dos EUA, desde que respeite protocolos internacionais.
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