- Alemanha gastará mais de 4% do PIB em defesa em 2026 e busca alcançar a meta de 5% acordada na Otan.
- O ministro das Relações Exteriores, Johann Wadephul, disse que Berlim quer assumir maior liderança na aliança e propõe um novo acordo de compartilhamento de encargos.
- Washington anunciou a retirada de cinco mil soldados da Alemanha, mas o presidente Donald Trump prometeu enviar mais cinco mil à Polônia, em mudança de estratégia.
- A meta para defesa, de 5% do PIB, inclui ainda 1,5% para gastos relacionados à defesa, elevando o total acordado pela Otan a 5% até 2035.
- Wadephul afirmou otimismo de chegar a acordo com os EUA na cúpula da Otan em julho, com foco também em ampliar a cooperação de defesa entre Otan e Ucrânia.
O governo alemão pretende gastar mais de 4% do PIB com defesa em 2026 e já trabalha para alcançar a meta de 5% do PIB acordada pelos membros da Otan no ano passado. A declaração foi feita pelo ministro das Relações Exteriores, Johann Wadephul, nesta sexta-feira (22/05).
Wadephul ressaltou a disposição de Berlim em assumir maiores responsabilidades de liderança na Otan, em meio a planos dos EUA de reduzir o efetivo na Europa. Recentemente, Washington anunciou a retirada de 5 mil soldados da Alemanha, movimento que gerou surpresa entre aliados.
Berlim busca um novo acordo de compartilhamento de encargos para refletir o potencial econômico e militar da Alemanha e da Europa, disse o ministro. Ele confirmou que a Alemanha pretende manter o ritmo para atingir 5% do PIB em defesa o quanto antes.
Perspectivas com os EUA e cooperação Atlântica
O ministro também indicou otimismo quanto a um eventual acordo com os EUA sobre um futuro compartilhado para a Otan na cúpula de Ancara, em julho. Wadephul citou apoio de autoridades como o secretário de Estado Marco Rubio aos pontos em comum da aliança.
Além disso, Wadephul sinalizou a intensificação da cooperação em defesa entre Otan e Ucrânia, com o objetivo de acelerar a produção de armamentos. A fala ocorreu durante a reunião dos ministros das Relações Exteriores da Otan, em Helsingborg, na Suécia. rc (DPA, Reuters)
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