- Vyacheslav Volodin, presidente da Duma Federal da Rússia, acusou a Armênia de seguir os passos da Ucrânia e adotar uma política hostil a Moscou.
- Em entrevista à mídia estatal russa, ele afirmou que o primeiro-ministro armenio, Nikol Pashinyan, tem explorado oportunidades com países em guerra com a Rússia.
- Volodin disse que “isso não vai levar a nada de bom”, ao comparar o comportamento da Armênia ao visto na Ucrânia.
- A Armênia, que antes era alinhada à Rússia, passou a se mover rumo ao Ocidente após o conflito de Nagorno-Karabakh em 2023.
- Em abril do ano passado, Erevan aprovou lei para solicitar adesão à União Europeia; em agosto de 2025 assinou acordo de paz com o Azerbaijão, mediado pelos Estados Unidos, incluindo um corredor entre Nagorno-Karabakh e Azerbaijão chamado TRIPP.
O presidente da Duma Federal da Rússia, Vyacheslav Volodin, afirmou nesta sexta-feira (22/5) que a Armênia tem adotado uma política hostil em relação a Moscou, seguindo o exemplo da Ucrânia. A declaração foi dada durante entrevista à mídia estatal russa.
Volodin afirmou que o primeiro-ministro armênio, Nikol Pashinyan, tem explorado “cinicamente as oportunidades” oferecidas pela Rússia e que o governo da Armênia busca relações com países em guerra com a Rússia. Segundo ele, essa postura não promete resultados positivos.
A acusação acontece em meio ao acirramento entre os dois países, que já viveram tensões após a guerra no Nagorno-Karabakh. Entre 2023 e 2025, Erevan passou a mirar mais para o Ocidente, divergindo de políticas tradicionais da Rússia.
Contexto regional
Em abril do ano passado, a Armênia aprovou uma lei para pleitear formalmente adesão à União Europeia, sinalizando mudança de alinhamento estratégico. Em agosto de 2025, o país assinou um acordo de paz com o Azerbaijão, mediado pelos Estados Unidos, para o conflito no Nagorno-Karabakh.
Entre os pontos do acordo, houve a criação de um corredor que liga o território armênio ao Azerbaijão, através do enclave de Naquichevão, com participação norte-americana na construção do trecho. A parceria gerou questionamentos sobre a influência de potências externas na região.
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