- Um dos atiradores brancos que ataqueou a Mesquita de San Diego era considerado ameaça pelas autoridades, com alerta já no FBI no ano passado.
- Em 2025, autoridades apreenderam armas do pai de Caléb Vazquez, após preocupações com a idolatria do filho por massacradores e nazismo.
- Vazquez, de 18 anos, e Cain Clark, de 17, atacaram o Islam Center of San Diego, matando três pessoas, incluindo um segurança.
- Os atiradores morreram por ferimentos autoprovocados no carro em fuga, após troca de tiros com guarda da mesquita e confronto com a polícia.
- As investigações apontam radicalização on-line dos suspeitos, com visões supremacistas e ódio a muçulmanos, judeus, LGBTQI+, negros e mulheres.
Um ataque com armas de fogo contra o Islamic Center of San Diego, na Califórnia, deixou três mortos na segunda-feira. Dois atiradores, homens brancos, chegaram ao local, entraram no saguão e abriram fogo após uma troca de tiros com um segurança, que os manteve afastados das salas durante a operação de lockdown.
Os responsáveis pelo ataque foram Caleb Vazquez, de 18 anos, e Cain Clark, de 17 anos. Ambos morreram com ferimentos autoinfligidos após fugirem em um carro, segundo informações das autoridades. O segurança que respondeu ao ataque também foi baleado e morreu entre os mortos, além de dois funcionários do local que prestavam apoio aos fiéis.
Vazquez já constava de monitoramento de autoridades antes do ataque. Reportagens do New York Times afirmam que, no ano anterior, as autoridades apreenderam armas do pai dele devido ao temor com as visões do jovem sobre mass shooters e nazismo. A polícia descreveu Vazquez como alvo potencial, com a família mantendo um conjunto expressivo de armas em casa.
Fontes oficiais indicam que, na retomada da investigação, foram encontrados ao menos 30 armamentos, munições e um arco e flechas em duas residências diferentes. Ainda não está claro se as armas usadas no ataque pertenciam ao lar de Vazquez, já que Cain Clark também teve ligações com armas de fogo desde a juventude.
A família de Vazquez emitiu um comunicado por meio de um advogado, afirmando o repúdio à ideologia e às ações que levaram à tragédia. O texto atribui a radicalização online e um diagnóstico de autismo como fatores contributivos, e expressa pesar pelas famílias das vítimas.
Segundo relatos, os atiradores chegaram ao centro por volta do meio-dia, tentaram entrar no recinto, foram repelidos pelo segurança e iniciaram o tiroteio no saguão. A polícia confirmou que o ataque interrompeu atividades normais do local, com a comunidade permanecendo sob lockdown durante o incidente.
O imam da mesquita informou que a comunidade já havia recebido mensagens de ódio no passado, ressaltando um histórico de ameaças. Autoridades estudam a motivação dos atiradores, com a investigação envolvendo padrões de radicalização online e ligações com ideologias extremistas.
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