- Ativistas libertados da flotilha que tentava levar ajuda a Gaza dizem ter sofrido abusos, com vários hospitalizados e pelo menos quinze relatos de agressões sexuais, incluindo estupro.
- O serviço penitenciário de Israel negou as acusações, afirmando que todos os detidos são tratados conforme a lei e com atendimento médico adequado.
- Promotores em Roma investigam possíveis crimes, como sequestro e agressão sexual, relacionados aos incidentes a bordo; foram detidas cerca de quatrocentas trinta pessoas em cinquenta navios.
- Há pressão internacional para esclarecer o tratamento aos detidos, especialmente após vídeos de autoridades israelenses zombando de ativistas, o que levou a discussões sobre sanções pela União Europeia.
- Relatos de testemunhas também chegaram de outros países: alguns ativistas hospitalizados na Turquia, franceses entre os feridos e espanhóis com chegada prevista a Madri e Barcelona.
Policiais detiveram uma flotilha humanitária que tentava levar ajuda a Gaza, resultando na prisão de 430 pessoas a bordo de 50 navios em águas internacionais. Nesta sexta-feira, ativistas libertados na sequência das detenções também relataram abusos, incluindo agressões sexuais, entre as alegações apresentadas pelos organizadores da flotilha Global Sumud.
Os organizadores afirmam que, ao menos 15 casos envolveriam agressões sexuais, com relatos de estupro, além de violência física durante a detenção. A Reuters não conseguiu confirmar independentemente as denúncias, que também foram mencionadas por autoridades de alguns países presentes no episódio.
As autoridades israelenses negam as acusações de abuso, afirmando que todos os detentos são mantidos conforme a lei e com atendimento médico adequado. Promotores em Roma investigam possível sequestro, tortura e agressão sexual, com depoimentos de ativistas esperados nas próximas dias.
1) Ao todo, 50 navios foram interceptados na terça-feira para impedir a passagem da flotilha rumo à Faixa de Gaza. 2) Países europeus anunciaram avaliações sobre o tratamento aos cidadãos de seus países detidos, com relatos de ferimentos e necessidade de exames médicos. 3) A Itália informou que promotores locais consideram investigações criminais, incluindo sequestro e agressão sexual, envolvendo os envolvidos.
Testemunhas que retornaram à Itália trazem relatos de condições de detenção, incluindo episódios de agressão física e falta de acesso imediato à defesa legal. A Alemanha confirmou ferimentos entre cidadãos alemães e informou que consulares acompanharam os casos. 4) Mais de 40 membros de nacionalidade espanhola deveriam chegar a Madrid e Barcelona ao longo de sexta-feira, com quatro atendidos por ferimentos, segundo autoridades espanholas.
As informações continuam sob apuração, com cooperação entre autoridades italianas, espanholas e alemãs para esclarecer os acontecimentos. O caso também amplia a pressão internacional sobre a parte envolvida, conforme destacaram fontes próximas aos promotores italianos.
Entre na conversa da comunidade