- Ativistas libertados de custódia israelense afirmam ter sofrido abusos durante a prisão e detenção após a flotilha humanitária rumo a Gaza; pelo menos 15 relataram agressões sexuais, incluindo estupro, e vários ficaram feridos.
- O serviço penitenciário de Israel afirmou que todos os presos são mantidos conforme a lei, com atendimento médico fornecido de acordo com diretrizes do Ministério da Saúde.
- Na terça-feira, forças israelenses prenderam 430 pessoas a bordo de 50 navios para impedir a flotilha que tentava levar ajuda à Faixa de Gaza.
- Relatos indicam agressões ocorridas tanto no mar, após a interceptação, quanto após a detenção em Israel; um vídeo de ministro israelense zombando de ativistas gerou condenação internacional.
- O Itamaraty condenou a atitude israelense e pediu a libertação imediata dos ativistas, incluindo quatro brasileiros; a Itália e a União Europeia discutem sanções contra o ministro Itamar Ben-Gvir.
Oito ativistas libertados após detenção em uma flotilha que buscava levar ajuda a Gaza relatam abusos cometidos durante a operação de interceptação. Organizados disseram que várias pessoas ficaram feridas e ao menos 15 relataram agressões sexuais, incluindo estupro.
A detenção ocorreu em águas internacionais na terça-feira, quando forças israelenses prenderam 430 pessoas a bordo de 50 navios. A flotilha pretendia entregar suprimentos humanitários à Faixa de Gaza.
A imprensa internacional confirmou que o caso envolve relatos de violência durante a detenção e após a prisão em Israel. Organizações dizem que muitos estavam com hematomas e sofreram agressões físicas.
Hospitais foram acionados para atender os envolvidos, com relatos de ferimentos graves. Segundo os organizadores, alguns participantes ficaram com costelas quebradas e vértebras fraturadas.
Entre os depoimentos, há relatos de violência ocorrida no mar, durante a interceptação, e também após a prisão. Um participante italiano descreveu ter sido submetido a chutes e choques elétricos.
Franceiros, espanhóis e outros cidadãos de países europeus devem retornar aos seus respectivos países após a deportação ocorrida na quinta-feira. Alguns passaram por tratamento médico antes de retornar.
Reações internacionais vieram à tona. A UE discute sanções a autoridades israelenses ligadas ao episódio, enquanto o Itamaraty cobra esclarecimentos e a libertação imediata dos ativistas detidos.
O Brasil pediu a libertação dos brasileiros entre os detidos e classificou a interceptação em águas internacionais como ilegal, destacando a necessidade de investigação sobre os abusos relatados.
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