- A China pode intensificar o diálogo com os Estados Unidos e o Irã sobre a reabertura do Estreito de Ormuz após a visita de Donald Trump a Pequim.
- Não é esperado que Pequim atue como mediadora na crise iraniana; há limites para a pressão sobre Teerã.
- Wu Xinbo, assessor do Ministério das Relações Exteriores, disse que a China trabalharia com ambos os lados e manteria canais com os EUA para acelerar a abertura do estreito.
- A China não pretende usar pressão econômica contra o Irã; a raiz do problema, segundo uma fonte, envolve EUA e Israel, que devem liderar o processo.
- Países como o Paquistão têm atuado como mediadores diretos, e Pequim entende que precisa manter relações equilibradas com EUA e Irã para não assumir esse papel.
A China pode aumentar o diálogo diplomático com os Estados Unidos e o Irã sobre a reabertura do Estreito de Ormuz após a visita do presidente dos EUA, Donald Trump, a Pequim na semana passada. A tendência é de evitar atuar como mediadora na crise iraniana.
Autoridades chinesas destacam que a China busca uma solução para a crise do petróleo, em seu quarto mês desde o fechamento de Ormuz. O assunto é visto como de alta prioridade para os interesses nacionais do país.
Wu Xinbo, assessor do Ministério das Relações Exteriores, sinalizou que Pequim trabalhará com ambos os lados por meio de canais diplomáticos. A meta é a reabertura do estreito o mais rápido possível, sem impor pressões sobre o Irã.
Limites à atuação de China como mediadora
Uma fonte chinesa afirmou que existem limites para o papel de Pequim na pressão sobre Teerã. A China pretende evitar uso de alavancas econômicas fortes contra o Irã, mantendo foco na cooperação com Washington para encerrar o conflito.
Segundo a fonte, a raiz do impasse envolve EUA e Israel, cabendo a esses países conduzir o processo de resolução. A China defende que cada parte respeite relações equilibradas que não favoreçam unilateralmente uma posição.
Contexto internacional e movimentos de mediação
Países como o Paquistão atuam como mediadores entre EUA e Irã, enquanto Pequim observa com cautela. A China entende que o papel de mediador exige relações justas com os dois envolvidos, o que, segundo a fonte, não é o cenário atual.
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