- Cuba divulgou nas redes um vídeo com uma marionete de Marco Rubio, ministro de Relações Exteriores dos EUA, apresentando um “tutorial” sobre como fazer um país pedir para ser invadido.
- No material, a lista contém cinco passos: cortar o combustível; deixar o povo sofrer; oferecer Wi‑Fi; inventar o pretexto; chegar com o navio (referência a um porta‑aviões).
- O lançamento ocorre em meio a aumentos de pressão dos EUA contra a ilha, incluindo bloqueio de petróleo e preocupações com impactos na saúde pública.
- O embaixador cubano na ONU disse ao New York Times que Cuba esgotou reservas de combustível e já opera com energia interna e renovável, gerando apagões frequentes.
- Os EUA disseram que o porta‑aviação USS Nimitz chegou ao Caribe, mas o governo de Donald Trump afirmou que não houve redirecionamento; houve ainda oferta de apoio de US$ 100 milhões, considerada insulto por Cuba.
O governo cubano divulgou nas redes sociais um vídeo que mostra uma marionete parecida com Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, apresentando uma suposta lista para fazer um país pedir para ser invadido. A publicação ocorre num momento de escalada de pressão política e econômica dos Estados Unidos contra a ilha caribenha.
O material, divulgado pela conta oficial Governo Cuba e seguido por autoridades da Presidência, chanceleria e ministérios, inicia com uma abertura que remete ao hino dos EUA e identifica o personagem como figura de oposição. A sequência reproduz um suposto tutorial com cinco passos ligados a cenários de intervenção.
Conteúdo do vídeo
A marionete apresenta os passos de forma didática, começando por cortar o abastecimento de combustível, seguido de uma etapa que sugere que a população sofra, oferecer conectividade via Wi-Fi, criar um pretexto e, por fim, deslocar-se com um navio de guerra. Ao longo da fala, o personagem faz uma defesa da democracia como justificativa.
Contexto e desdobramentos
O material surge perto de novas sanções econômicas anunciadas pelos EUA, incluindo bloqueio de petróleo que afetam o fornecimento à ilha, e ameaças a fornecedores. O embaixador cubano na ONU afirmou ao New York Times que Cuba já utiliza reservas próprias de combustível e depende cada vez mais de energia renovável, diante de apagões frequentes.
Segundo o embaixador, a situação energética aumenta a pressão sobre o sistema de saúde cubano, com a ONU destacando riscos para milhões de pessoas. O vídeo ainda menciona a oferta de ajuda norte-americana no valor de US$ 100 milhões, tema que o governo cubano qualificou como inadequado, embora tenha considerado possível aceitar.
Repercussões e relação com o Caribe
Na mesma semana, o governo dos EUA informou a chegada do porta-aviões USS Nimitz ao Caribe, uma movimentação que elevou as tensões na região. O presidente dos EUA, no entanto, afirmou que a embarcação não foi redirecionada para intimidar Cuba. As informações sobre o tema são acompanhadas por coberturas internacionais.
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