- Executivos que acompanharam o presidente Donald Trump na viagem à China buscavam resolver gargalos comerciais; até o momento, o impacto não é claro.
- A delegação incluía Boeing, Apple, Nvidia, Cargill e outras empresas, com queixas sobre licenciamento, acesso ao mercado e cadeia de suprimentos.
- A China bloqueou exportações de equipamentos de fabricação solar de alta tecnologia da Suzhou Maxwell Technologies para a Tesla, que pretendia investir quase US$ 3 bilhões nesses itens.
- Jensen Huang, da Nvidia, não estava na comitiva inicial; Trump ligou pouco antes para ele em decisão de última hora.
- Não há indicação de mudanças profundas ainda; após a reunião, EUA e China anunciaram vendas de produtos agrícolas e aviões, mas muitas questões permanecem sem solução.
Os executivos que acompanharam Donald Trump na viagem à China buscavam abrir canais com autoridades de ambos os países, cientes de que o apoio ou a oposição deles poderia impactar os negócios. A delegação incluiu nomes da Boeing, Apple, Nvidia, Cargill e outras empresas.
Chegada a Pequim, a comitiva carregava uma lista de reclamações comerciais, algumas já públicas e outras não divulgadas previamente. As queixas vão desde licenças até restrições de acesso a mercados e cadeias de suprimento, impactando diferentes setores.
Ao longo dos dias, ficou claro que as tensões entre interesses corporativos e regulações estatais moldaram as conversas, com interrupções logísticas e mudanças de agenda antes do encontro com autoridades chinesas. A visita também coincidiu com disputas setoriais em tecnologia e energia.
Desafios de licenciamento e acesso a mercados
Empresas de semiconductores relataram dificuldades para obter materiais críticos exportados pela China, essenciais para chips fotônicos e data centers. Outros setores citaram obstáculos em aprovar cadeias de fornecimento e liberar exportações.
Interesses em energia solar e tecnologia
A Tesla visava quase US$ 3 bilhões em equipamentos da Suzhou Maxwell para ampliar capacidade solar e de armazenamento nos EUA, mas as exportações ainda não foram aprovadas pela China. A fabricante de automóveis mantém forte presença em Xangai, o que aumenta a sensibilidade de decisões regulatórias.
Repercussões políticas e empresariais
Entre experiências e receios, autoridades chinesas indicaram que empresas estrangeiras podem operar na China desde que cumpram leis locais. Representantes de outras companhias também participaram, com relatos de que alguns participaram apenas para manter boa relação com o governo dos EUA.
Agenda e desdobramentos
A cúpula entre Trump e Xi Jinping teve desdobramentos mistos, com anúncios de compras agrícolas e de aviões dos EUA, ainda que algumas metas tenham ficado abaixo do esperado. Reguladores chineses avançaram parcialmente em outros itens, mas não houve anúncio de mudanças amplas em política comercial.
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