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Estrangeiros devem retornar aos países de origem para solicitar green card

Nova regra do USCIS obriga estrangeiros a pedir o green card no exterior, sob risco de perder o status se não houver circunstâncias excepcionais

Green card americano
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  • A partir de agora, pedidos de green card devem ser feitos fora dos Estados Unidos, salvo circunstâncias extraordinárias.
  • Quem solicitar de fora reduz a chance de deportação caso o pedido seja negado, mas pode perder o status se retornar ao país.
  • Portavoz do USCIS, Zach Kahler, disse que o objetivo é evitar que imigrantes entrem na clandestinidade e tornar o processo mais justo e eficiente.
  • Pessoas com visto de não imigrante precisam ficar no país por curto período e com finalidade específica; o pedido de residência não deve ser o objetivo da visita.
  • O governo avalia também regras ligadas ao ônus público e ao futuro histórico em redes sociais; críticos dizem que a medida pode violar direitos e prejudicar vulneráveis.

O Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA (USCIS) anunciou mudanças no sistema de pedido de green card. A partir de agora, estrangeiros precisam retornar aos seus países de origem para solicitar residência permanente. A exceção é apenas em circunstâncias extraordinárias, com evidências que justifiquem o contrário.

O objetivo, segundo o USCIS, é reduzir a prática de entrada ilegal de imigrantes após a negativa do pedido. O porta-voz Zach Kahler explicou que a mudança facilita o rastreamento de casos e evita que pessoas entrem de forma irregular na sequência de uma negativa.

Quem entra nos EUA com visto de não imigrante — estudantes, trabalhadores temporários ou turistas — deve permanecer no país apenas pelo tempo necessário, com um propósito claro. O novo processo pretende evitar que a estada vire primeira etapa para o green card.

Analistas apontam que o grupo mais atingido serão imigrantes que já têm direito à residência permanente, com possibilidades de cidadania ou de ser patrocinado por familiares. A medida pode impactar quem já está no país com visto de trabalho.

O governo de Donald Trump já buscava esse endurecimento da política migratória. A administração também discutiu medidas sobre a cidadania por nascimento, hoje objeto de ações jurídicas na Suprema Corte, ainda a serem analisadas.

Caso imigrantes sem status legal deixem o país, podem enfrentar proibições de retorno que variam de três anos a proibição vitalícia, conforme a situação. Há — ainda — propostas relacionadas à regra de ônus público, para negar pedidos com base na dependência de assistência social.

Autoridades consulares também foram orientadas a considerar publicações em redes sociais dos solicitantes. Essa avaliação visa identificar posições contrárias aos valores considerados pelo governo. A prática, porém, gera questionamentos jurídicos e de direitos.

Críticas, por advogados de imigração, apontam que a mudança pode ser ilegal e ser contestada na Justiça. Organizações que atendem refugiados destacam riscos a vítimas de tráfico humano e de abuso, que podem ser forçadas a retornar a situações perigosas.

Especialistas lembram que, historicamente, o ajuste de status dentro dos EUA foi criado para evitar separação familiar e manter trabalhadores estrangeiros durante atrasos nos vistos. A alteração em vigor modifica esse equilíbrio e gera dúvidas sobre impactos práticos.

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