- O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse que o país está preparado para retomar negociações de paz entre Rússia e Ucrânia, caso surja a oportunidade.
- Rubio afirmou que a guerra só pode terminar com um acordo negociado e que não haverá vitória militar de nenhum dos lados.
- as declarações foram feitas ao fim da cúpula de ministros das Relações Exteriores da Otan em Helsingborg, na Suécia.
- as negociações a três — iniciadas na Suíça no fim de janeiro, continuadas nos Emirados Árabes Unidos em fevereiro e suspensas após a operação no Oriente Médio em 28 de fevereiro — teriam sido o ponto de partida de Washington para dialogar.
- o chefe da diplomacia norte-americana ressaltou que, no momento, não há conversas desse tipo em andamento, mas espera que a dinâmica mude e que os Estados Unidos voltem a atuar de forma construtiva, enquanto a União Europeia avalia um enviado especial para a negociação com a Rússia.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, informou que Washington está pronto para retomar as negociações de paz entre Rússia e Ucrânia caso surja uma oportunidade. A declaração foi feita ao fim da cúpula de ministros das Relações Exteriores da OTAN, em Helsingborg, na Suécia. O objetivo é buscar um acordo negociado que encerre o conflito.
Rubio ressaltou que as negociações anteriores não produziram resultados, mas manteve o compromisso dos EUA de atuar de forma construtiva. Segundo ele, não houve pressões sobre a Ucrânia para adotar posições específicas e os EUA participariam apenas se houver chance real de progresso.
O chefe da diplomacia americana lembrou que o envolvimento em conversas a três começou na Suíça, no fim de janeiro, seguiu nos Emirados Árabes Unidos em fevereiro e foi interrompido após uma operação no Oriente Médio em 28 de fevereiro. No momento, não há negociações em andamento, segundo ele.
Contexto diplomático
O ministro afirmou que, apesar de vazamentos e especulações, os EUA continuam abertos a um retorno aos diálogos quando houver possibilidade de avançar para um acordo. A fala ocorre em meio ao debate da UE sobre a nomeação de um enviado especial para tratar do tema com a Rússia, visando proteger seus interesses e os da Ucrânia.
A declaração reforça a postura de que a resolução do conflito depende de um acordo negociado e não de vitorias militares. Não houve anúncio de data ou de agenda para novas conversas, apenas o interesse de manter o canal de comunicação aberto.
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