- Teerã fechou o Estreito de Ormuz, ampliando o controle sobre a rota que liga o Golfo ao resto do mundo, e divulgou um mapa que reafirma reivindicações sobre uma grande faixa marítima.
- Mais de 20 mil tripulantes estão retidos em cerca de 2 mil navios na região, muitos sem possibilidade de desembarcar, enfrentando escassez de alimento e água potável.
- Marinheiros relatam medo constante e isolamento, com pouco contato com o mundo externo e espaços de convivência reduzidos a áreas comuns.
- A Federação Internacional dos Trabalhadores em Transportes aponta atrasos salariais, recusa de repatriação e falta de suprimentos, além de temores de ataques com mísseis e drones.
- Países do Golfo vêm tentando ajudar com fornecimento de itens básicos e auxílio à retirada de centenas de marinheiros, em meio a uma crise prolongada.
Dois a três parágrafos iniciais de texto, apresentando o fato central: Teerã fechou o Estreito de Ormuz, agravando o isolamento de marinheiros retidos no Golfo. A ação ocorre em meio a conflitos na região e restringe passagem de navios.
Mais de 20 mil tripulantes permanecem presos em cerca de 2 mil navios, relata a Reuters. Many estão sem desembarque, com pouca comida e água, vivendo sob medo constante em meio a uma zona de guerra.
A divulgação de um mapa pela Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico reforça reivindicações iranianas sobre uma faixa marítima ampla ao redor do estreito, aumentando a incerteza sobre as rotas de abastecimento.
Situação no Golfo
Navios ancorados ao largo de Dammam, no Golfo, exibem sinais de tensão. Marinheiros acenam de convés, numa rara tentativa de contato com o mundo externo, enquanto o setor tenta manter operações mínimas.
Mohit Kohli, capitão de um cargueiro preso, disse à Reuters que o Estreito fechado alterou starkamente o dia a dia a bordo, com refeições mais curtas e silêncio entre a tripulação. As equipes de substituição chegaram aos poucos.
A Federação Internacional dos Trabalhadores em Transportes (ITF) aponta atrasos salariais, recusa de repatriação e falta de provisões. Ao todo, mais de 2 mil pedidos de ajuda chegaram desde o início do conflito.
Esforços e impactos
Mohamed Arrachedi, coordenador da ITF para o mundo árabe e o Irã, afirma que a vulnerabilidade dos marítimos aumenta com a guerra. Muitos recebem entre US$ 100 e US$ 200 por mês, ou não recebem nada.
Segundo Arrachedi, há relatos de telefonemas de marinheiros em prantos pedindo ajuda. Cargas valiosas e navios enfrentam sistemas complexos de pagamento e permissões criados pelo Irã.
Pelo lado dos países do Golfo, oficiais destacam ações de apoio logístico. Suliman Almazroua, presidente da Autoridade Portuária Saudita, afirma que centenas de navios receberam suprimentos e que mais de 500 marinheiros foram retirados das embarcações.
Os relatos ressaltam que a intervenção coletiva é vista como essencial, não apenas para economia, mas para manter cadeias de suprimentos globais. A situação permanece sob monitoramento de organizações e autoridades regionais.
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