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Filha de Raúl Castro desafia Trump e afirma regime está preparado para combate

Mariela Castro diz que Cuba está preparada para enfrentar o imperialismo e que ninguém vai sequestrar Raúl Castro, mesmo com acusação nos EUA

Mariela Castro (ao centro), filha do ex-ditador Raúl Castro e diretora do Centro Nacional de Educação Sexual, durante protesto em defesa da diversidade de Cuba (Foto: EFE/ Ernesto Mastrascusa)
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  • Mariela Castro, filha de Raúl Castro, afirmou que o regime cubano está “preparado para combate” e que “ninguém vai sequestrá-lo”, ao final de uma mobilização pró-regime em Havana.
  • Ela informou a ausência do pai, que estava “muito calmo” e observava a situação sorrindo, e citou a suposta declaração de desafio dele ao governo dos EUA: “Ninguém me pega vivo.”
  • A congressista, que dirige o Centro Nacional de Educação Sexual (Cenesex), disse que Cuba é “um país pequeno, pobre, mas com experiência de combate diante do imperialismo” liderado pelos EUA.
  • O ato foi organizado pela União de Jovens Comunistas (UJC) e organizações pró-regime; participaram líderes cubanos como Miguel Díaz-Canel e Esteban Lazo, entre outros.
  • O Departamento de Justiça dos EUA acusou Raúl Castro formalmente pela derrubada de dois aviões de uma organização humanitária em 1996, com a morte de quatro tripulantes, enquanto Marco Rubio qualificou Raúl como “foragido” e sugeriu possíveis desdobramentos legais.

Mariela Castro, filha de Raúl Castro, afirmou durante ato em Havana nesta sexta-feira que ninguém vai sequestrar o pai após a acusação formal nos EUA e a designação de foragido pela Justiça americana. O recado foi dado ao fim do ato.

A congressista e diretora do Centro Nacional de Educação Sexual informou que o ex-ditador não participou do evento, mas assistiu aos acontecimentos de casa, em tom de desafio ao governo de Washington. Ela mencionou que o pai transmitiu a mensagem de enfrentamento.

Segundo Mariela, Cuba está preparada para combater o imperialismo, ressaltando a experiência do país diante de adversidades. O país é descrito como pequeno e com recursos limitados, mas com histórico de resistência.

Participantes e organização do ato

Alejandro Castro Espín, alto oficial militar, e Raúl Guillermo Rodríguez Castro, interlocutor com Washington, estiveram presentes na mobilização pró-regime. Também compareceram Raúl Díaz-Canel, Esteban Lazo e Manuel Marrero.

O ato foi convocado pela União de Jovens Comunistas e outras organizações pró-regime, em Havana. Além do presidente cubano, estiveram no evento o secretário de organização do PCC e o ex-líder José Ramón Machado Ventura.

Contexto jurídico nos EUA

O Departamento de Justiça dos EUA acusou Raúl Castro formalmente pela derrubada de dois aviões de uma organização humanitária em 1996, que resultou na morte de quatro tripulantes, quando ele era ministro das Forças Armadas Revolucionárias. O diplomata Marco Rubio qualificou o general como foragido e indicou possibilidade de processo.

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