- FMI aprovou a segunda revisão do acordo com a Argentina e autorizou desembolso imediato de US$ 1 bilhão, rendendo ao governo de Javier Milei um “voto de confiança” na condução econômica.
- O órgão mantém alerta sobre as reservas internacionais e aponta necessidade de acelerar o acúmulo de dólares para enfrentar crises externas e reduzir vulnerabilidade.
- Desembolsos já somam US$ 15,8 bilhões dentro do acordo de Facilidades Estendidas, que pode chegar a até US$ 20 bilhões.
- As reservas permanecem negativas: terminaram 2025 em US$ 14,1 bilhões abaixo do esperado, com metas atuais de US$ 3,5 bilhões em reservas até junho e US$ 8 bilhões até o fim de 2026.
- A dívida da Argentina com o FMI é de cerca de US$ 57 bilhões, equivalente a cerca de 35% da carteira de crédito do fundo, que busca equilíbrio entre apoio ao programa e redução da exposição.
O Fundo Monetário Internacional aprovou nesta quinta-feira a segunda revisão do acordo com a Argentina e autorizou um desembolso imediato de US$ 1 bilhão. A medida foi anunciada enquanto o governo de Javier Milei recebe sinalização de apoio ao seu programa econômico, segundo o Money Times e La Nación.
O FMI qualificou o desembolso como um “voto de confiança” na condução econômica argentina. No entanto, o organismo reiterou preocupações com as reservas internacionais e a vulnerabilidade externa do país, destacando a necessidade de acelerar o acúmulo de dólares.
Ao aprovar o novo desembolso, o FMI aponta para avanços, mas mantém ressalvas sobre a dependência de financiamento externo. O banco central argentino continua a comprar dólares para reforçar reservas, com compras já acima de US$ 8,8 bilhões.
Reserva e metas cambiais
Com o novo repasse, os desembolsos sob o acordo de Facilidades Estendidas somam US$ 15,8 bilhões. O programa, iniciado em abril de 2025, prevê até US$ 20 bilhões.
O FMI monitora as reservas, que permanecem negativas. Ao fim de 2025, as reservas líquidas ficaram em US$ -14,1 bilhões, com metas que previam déficit de US$ 1 bilhão inicialmente.
As metas atuais exigem que Argentina acumule US$ 3,5 bilhões em reservas até junho e atinja US$ 8 bilhões até o fim de 2026.
Dívida com o FMI
A dívida da Argentina com o FMI gira em torno de US$ 57 bilhões, equivalente a cerca de 35% do total de créditos da instituição. O fundo busca conciliar o apoio ao programa de Milei com a redução gradual da exposição financeira à Argentina.
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