- Um tigre fugiu do recinto em Schkeuditz, no leste da Alemanha, atacou um cuidador e deixou outro seriamente ferido.
- A comunidade de hortas próximas ficou em pânico; a polícia matou o animal cerca de trinta minutos depois para evitar perigos.
- A cuidadora, que estava no recinto com permissão, segue no hospital com ferimentos e não pode prestar depoimento.
- A promotoria abriu investigação por possível negligência em relação aos protocolos de segurança; não houve acusação contra os agentes que efetuaram o disparo.
- Há críticas sobre as condições do espaço onde vivem os felinos; a proprietária, Carmen Zander, defende que os animais ficam em grupo e que as instalações são diferentes de um zoológico.
Um tigre fugiu de uma jaula particular em Schkeuditz, na região leste da Alemanha, durante o fim de semana. Sandokan, um felino de 9 anos, foi abatido por policiais para evitar risco à população após escapar de um cercado na área de jardins comunitários. Um zelador do local ficou gravemente ferido.
Segundo a polícia, a fuga ocorreu perto do aeroporto de Leipzig. Os agentes localizaram o animal em um complexo de hortas e o mataram cerca de 30 minutos após a fuga, para prevenir danos a quem estivesse no local. Testemunhas relataram tiros de calibres médios.
O zelador ferido estava no recuo da jaula com permissão, e ainda funciona no hospital com ferimentos graves. As autoridades informaram não ter utilizado tranquilizante nem veterinário no momento da intervenção.
A administração distrital, liderada pelo prefeito de Dölzig, pediu a remoção imediata da instalação. A prefeitura também informou que a equipe responsável terá que cumprir normas de segurança mais rigorosas.
A proprietária, Carmen Zander, não estava presente no momento do incidente. Ela opera a instalação desde 2016 e já enfrentou críticas sobre as condições de vida dos animais, além de ter mantido tigers em uma área industrial de Schkeuditz.
A promotoria regional abriu investigação por suspeita de lesões corporais culposas contra Zander, por possíveis falhas nas normas de segurança. Não houve divulgação de prazos ou resultados.
Zander afirma que treinava Sandokan com cautela e que o animal era sensível a estímulos. Ela também relata ter dedicado anos à arte do circo e expressou preocupação com o colega ferido e com o futuro dos felinos.
Organizações de proteção animal pedem medidas mais duras. A associação alemã de proteção aos animais e Peta defenderam ações legais e a retirada dos animais, citando riscos à vida dos felinos e à comunidade.
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