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Impasse sobre urânio e pedágios em Ormuz atrasa negociações com Irã

Conflito sobre urânio enriquecido do Irã e proposta de pedágios em Ormuz ameaçam avanços nas negociações de paz com os Estados Unidos

Embarcações ao redor do Estreito de Ormuz, vistas de Omã — Foto: Reprodução/Reuters
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  • Teerã prepara resposta ao último texto apresentado por Washington, com Mohjtaba Khamenei defendendo a manutenção do estoque de urânio enriquecido; as negociações com os EUA são impactadas.
  • Em Ormuz, Irã e Omã estudam um sistema de pedágios na passagem estratégica; Trump afirmou que o estoque iraniano não deve permanecer nas mãos do Irã e que os pedágios devem ser evitados.
  • Marco Rubio, titular americano da pasta externa, disse que um sistema de cobrança tornaria o acordo inviável, mesmo reconhecendo pontos positivos nas negociações recentes.
  • O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o Irã não cederá por coerção; o país aponta uma proposta de 14 pontos como base para um acordo de curto prazo e reabertura de Ormuz.
  • No plano político interno dos EUA, ministros republicanos cancelaram votação sobre a guerra; enquanto o Senado avançou com uma resolução para encerrar a participação militar, ainda sem votação final; a Goldman Sachs informou queda recorde nos estoques globais de petróleo.

O impasse envolvendo o urânio iraniano e a proposta de pedágios no Estreito de Ormuz pode frear avanços nas negociações entre Teerã e Washington. A leitura inicial aponta para divergências entre Irã e EUA sobre estoque de urânio enriquecido e sobre a criação de um sistema de pedágios na rota marítima estratégica.

Segundo a agência semioficial Iranian Students’ News Agency, Teerã prepara uma resposta ao último texto apresentado por Washington, que, segundo o Irã, reduziu as diferenças entre as partes. As informações viram ponto central de discussão diplomática.

Na quinta-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, reiterou resistência a permitir que o Irã mantenha o estoque de urânio enriquecido, e sinalizou intenção de recuperá-lo. A fala foi interpretada como ameaça de intervenção, sem detalhar ações.

Trump também criticou a ideia de um sistema permanente de pedágios no Ormuz, defendendo que a hidrovia deve permanecer aberta e livre de tarifas. A declaração foi feita a jornalistas na Casa Branca.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que qualquer cobrança tornaria um acordo com os americanos inviável, ao mesmo tempo em que reconheceu pontos positivos nas negociações recentes com Teerã. Rubio via oportunidade em alguns temas.

O presidente iraniano Masoud Pezeshkian afirmou, em rede social, que o Irã não está disposto a ceder sob coerção. A nota pública reforça a posição de resistência de Teerã diante de pressões externas.

A elevação das incertezas ocorre em meio a tensão sobre avanços diplomáticos, com mudanças na retórica de ambos os lados e a ameaça de escalada. Analistas ressaltam que questões centrais ainda carecem de um acordo claro.

O Goldman Sachs informou que estoques globais de petróleo continuam a cair, pressionando margens de fornecimento. O mercado acompanha de perto o desfecho das negociações entre Irã e EUA.

Apesar do quadro tenso, o Irã sinalizou que divergências sobre a proposta de 14 pontos tendem a diminuir, abrindo caminho para um acordo de curto prazo que reabriria Ormuz, com posterior discussão sobre o programa nuclear.

Ontem, Teerã não indicou data para uma resposta formal aos EUA. O Ministério das Relações Exteriores enfatizou o desejo de encerrar a guerra em todas as frentes e o desbloqueio de ativos congelados por sanções.

Nos EUA, líderes republicanos na Câmara disseram que houve cancelamento de votação relacionada ao tema, após ausências que poderiam favorecer Trump. O episódio ocorre após um empate anterior sobre a intervenção militar.

No Senado, uma resolução para encerrar a participação dos EUA no conflito avançou pela primeira vez em processo, sem votação final ainda marcada. As negociações continuam em meio a anúncios contraditórios.

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