- O Irã tem usado criptomoedas e a Binance para contornar sanções, movimentando bilhões de dólares, principalmente em pagamentos de petróleo chinês.
- A rede seria controlada pela Guarda Revolucionária Islâmica e serviria para financiar operações e milícias no Oriente Médio.
- Cerca de US$ 850 milhões teriam sido movimentados por meio de contas ligadas a Babak Zanjani e a pessoas próximas a ele; outras movimentações suspeitas também ocorreram.
- Somente em 2023, o banco central do Irã movimentou US$ 107 milhões em criptomoedas para contas na Binance; entre 2024 e 2025, a estimativa é de US$ 260 milhões em operações diretas com carteiras ligadas a financiadores iranianos.
- A Binance negou imprecisões, afirmou manter política de tolerância zero a atividades ilícitas e disse ter reformulado o compliance em 2024 para reduzir exposição a entidades sancionadas.
O Irã tem usado criptomoedas e a corretora Binance para contornar sanções econômicas, movimentando bilhões. A operação envolve pagamentos de petróleo iraniano a compradores chineses, com a rede supostamente controlada pela Guarda Revolucionária Islâmica para financiar operações e milícias.
Segundo o The Wall Street Journal, a Binance atua como uma das principais artérias financeiras do regime, facilitando transferências vinculadas a entidades iranianas, em especial ligadas ao comércio de petróleo com a China. Cerca de US$ 850 milhões teriam passado por contas associadas a Babak Zanjani e pessoas próximas a ele.
Dados compilados apontam que o banco central do Irã movimentou US$ 107 milhões em 2023 via criptomoedas para contas na Binance. Entre 2024 e 2025, estimativas indicam cerca de US$ 260 milhões em transações diretas entre contas da Binance e carteiras ligadas a financiadores iranianos.
Binance reage e destaca compliance
A Binance destacou ao WSJ que as informações recebidas estão imprecisas e informou ter adotado uma política de tolerância zero a atividades ilícitas. A empresa afirma ter reformulado seu programa de compliance em 2024 para reduzir exposições a entidades sancionadas.
A Binance afirma ainda que coopera com autoridades policiais globais para detectar, prevenir e combater crimes financeiros. A reportagem cita que os fundos fazem parte de uma rede de comércio que viola sanções, com operações ainda ativas neste mês.
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