- Suprema Corte italiana anulou a extradição da ex-deputada Carla Zambelli, condenada por invasão ao CNJ e perseguição armada.
- O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, chamou a decisão de “alerta internacional” sobre excessos contra a oposição ao governo de Lula.
- A Corte de Cassação de Roma afirmou haver erros na decisão da instância inferior que autorizava a extradição; o próximo passo depende do aval do ministro da Justiça italiano, Carlo Nordio.
- Zambelli foi condenada pelo STF em 2025, mas deixou o Brasil e buscou refúgio na Itália, onde tem cidadania, antes da conclusão do caso.
- Horas após a decisão, a ex-deputada foi colocada em liberdade na Itália; ela estava detida no presídio feminino de Rebibbia desde julho de 2025.
A Corte de Cassação da Itália anulou a decisão que autorizava a extradição da ex-deputada Carla Zambelli. Ela é condenada por invasão ao sistema do CNJ e por perseguição armada a um opositor nas eleições de 2022. A decisão chegou a Roma, na sessão da Suprema Corte italiana.
Segundo o advogado de Zambelli, Fabio Pagnozzi, a cassação aponta erros na decisão da instância inferior. O caso volta a tramitar na Itália, com a análise ainda sujeita a avaliação de autoridades brasileiras.
O episódio envolve o Brasil e a Itália, com desdobramentos após a condenação de Zambelli pelo STF em 2025. Ela deixou o Brasil rumo à Itália, onde possui cidadania, antes da condenação definitiva.
Na prática, o próximo passo depende do aval do ministro da Justiça italiano, Carlo Nordio, e do governo da primeira-ministra Giorgia Meloni. A decisão não impede a possibilidade de nova análise sobre a extradição.
Zambelli permanece em liberdade na Itália desde a decisão, liberada após a cassação. Ela estava detida no presídio feminino de Rebibbia, em Roma, desde julho de 2025, e celebrou a libertação em vídeo ao lado de seu advogado.
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