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Lula diz que reuniões com Trump estão documentadas e cita conversa sobre crime

Lula afirma que reuniões com Trump são documentadas e discute combate ao crime organizado; EUA chegaram a considerar facções brasileiras como narcoterroristas

Presidente Lula no Sem Censura, da TV Brasil
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  • Lula afirmou em entrevista que conversou com o presidente Donald Trump sobre o combate ao crime organizado no Brasil; os EUA chegaram a considerar incluir facções criminosas brasileiras na lista de narcoterroristas.
  • O presidente disse que pretende uma política firme de combate ao tráfico de armas e que grande parte das armas apreendidas pela Polícia Federal tem origem nos Estados Unidos.
  • Segundo Lula, ele entregou a Trump quatro documentos durante o encontro, destacando que costuma enviar materiais para leitura e acompanhamento.
  • Ele afirmou ter mais experiência à frente de um país do que Trump e mencionou a necessidade de aprender a lidar com os norte-americanos diante de eventual ameaça de narcoterroristas.
  • Sobre a “química” citada por Trump, Lula disse que tivera uma breve conversa de 29 segundos e que houve a iniciativa de manter o diálogo entre dois líderes de nações grandes.

Luiz Inácio Lula da Silva revelou em entrevista ao programa Sem Censura, nesta sexta-feira, 22, que manteve conversa com o ex-presidente Donald Trump sobre combate ao crime organizado no Brasil. Segundo Lula, os EUA chegaram a considerar inserir facções criminosas brasileiras na lista de narcoterroristas.

O presidente afirmou que, durante o diálogo, enfatizou o combate ao tráfico de armas e à venda de armamentos. Lula disse ainda que grande parte das armas apreendidas pela Polícia Federal tem origem dos Estados Unidos e que apresentou a Trump um conjunto de documentos para leitura.

Lula relatou ter entregue quatro documentos, mantendo o protocolo de entregar materiais em reuniões com Trump. O presidente comentou que a leitura desses papéis pode exigir tempo adicional, sem se comprometer com prazos.

Relação entre EUA e Brasil

O chefe do Executivo brasileiro comentou que manterá uma postura firme no enfrentamento ao crime organizado e ao narcotráfico, ressaltando dificuldades de diálogo com autoridades norte-americanas. Ele destacou a importância de lidar com diferenças de percepção entre os dois países.

Sobre a “química” entre líderes

A respeito de uma referência de Trump à chamada química entre os dois, Lula disse ter zelado por estabelecer contato inicial na ONU, ressaltando que a conversa foi breve e houve a percepção de uma convergência entre posições de ambos os lados.

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