- A OMS África alerta que o risco de propagação do Ebola na República Democrática do Congo não deve ser subestimado, pois um único caso pode espalhar o vírus.
- Pelo menos 177 mortes foram ligadas ao surto, com quase 750 casos suspeitos; dois casos também foram confirmados em Uganda.
- A cepa em circulação é Bundibugyo, para a qual não existe vacina disponível.
- O surto começou com suspeita em 24 de abril; foi confirmado em 15 de maio e declarado estado de emergência de saúde pública de importância internacional no fim de semana anterior.
- A OMS ressalta a necessidade de atenção global e cooperação para controlar o surto.
O risco de propagação do Ebola na África não deve ser subestimado, afirmou o diretor regional da OMS para a África. O vermelho da situação envolve o republicado Congo, onde já foram registradas mortes ligadas ao surto. O órgão também confirmou casos em Uganda, elevando a preocupação regional.
Segundo a OMS, pelo menos 177 óbitos estão associados ao surto na República Democrática do Congo, com quase 750 casos suspeitos. Dois casos foram confirmados na Uganda. A cepa identificada é o Bundibugyo, para a qual não há vacina disponível até o momento.
A epidemia teve início com o aparecimento de um possível caso em 24 de abril, de um profissional de saúde, em Bunia, Ituri. Em maio, a OMS confirmou o surto e, no dia 17, declarou emergência de saúde pública de importância internacional. A confirmação da doença ocorreu após investigações da equipe de resposta rápida.
Perspectivas e impactos
A OMS alerta que apenas um contato pode colocar o mundo inteiro em risco, dada a transmissibilidade por fluidos corporais. O surto também já se espalhou para a província vizinha de Kivu do Norte, segundo informações da OMS, ainda com incerteza sobre o número real de infecções.
Especialistas destacam que a atenção global tem sido menor do que a dedicada a outros surtos recentes, o que pode atrasar a resposta. Autoridades de saúde reforçam a necessidade de vigilância, testes e cooperação internacional para evitar a progressão do vírus.
Contexto epidemiológico
O Ebola é um vírus com alta letalidade e sinais como febre, dores no corpo, vômitos e diarreia. Ele requer contato direto com fluidos corporais ou materiais contaminados para a transmissão. As autoridades de saúde trabalham para ampliar a capacidade de diagnóstico e de isolamento de casos.
Fonte: OMS e cobertura de veículos internacionais citados pela OMS.
Entre na conversa da comunidade