- Os ministros das Relações Exteriores da Otan se reúnem em Helsingborg, Suécia, em 22 de maio de 2026, para buscar esclarecimentos sobre movimentos de soldados dos EUA na Europa e apaziguar o presidente norte-americano antes da cúpula de julho.
- Washington anunciou, no início do mês, a retirada de cinco mil militares da Alemanha, em meio a a discusión entre o presidente Donald Trump e o chanceler alemão Friedrich Merz.
- Na quinta-feira, Trump disse que enviaria cinco mil soldados para a Polônia, contrariando a decisão anterior do Pentágono de suspender o envio já programado.
- O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg (referência ao nome real: Mark Rutte), e o chanceler polonês saudaram a medida, mas pairsa preocupaçao sobre coordenação entre EUA e aliados.
- Diversos chanceleres destacaram a necessidade de uma retirada ordenada para fortalecer a defesa europeia, enquanto o secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que a cúpula de Ancara pode ser uma das mais importantes da história da Otan.
O movimento de tropas dos EUA na Europa continua gerando dúvidas entre os membros da Otan. Em Helsingborg, na Suécia, ministros das Relações Exteriores da aliança se reuniram para buscar esclarecimentos sobre as ordens recentes de Donald Trump e para tentar acalmar a cúpula prevista para julho.
A questão central envolve a retirada de 5 mil militares da Alemanha, anunciada pelos EUA após uma discordância entre o governo alemão e Trump. Em seguida, surgiram informações sobre o envio desses soldados para a Polônia, movimento que contradiz o que havia sido comunicado dias antes pelo Pentágono.
A reunião ocorre após a divulgada suspensão de uma mobilização já programada para as tropas ligadas à fronteira leste da Otan. A expectativa é de que a discussão se concentre na coordenação entre Washington e aliados europeus, em meio a tensões diplomáticas.
Antes da reunião, o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, e o chanceler polonês receberam o movimento com cautela, destacando a necessidade de clareza sobre planos e impactos na defesa europeia. A Suécia também busca entender os desdobramentos.
A ministra sueca das Relações Exteriores, Maria Malmer Stenergard, apontou a confusão como um desafio de orientação para os parceiros. Diplomatas afirmaram que parte da retirada já era prevista, diante de prioridades americanas em outras regiões.
Ominamia da reunião envolve a continuidade de reforços de defesa na Europa frente a um eventual realinhamento de tropas. O ministro norueguês das Relações Exteriores, Espen Barth Eide, ressaltou que o essencial é manter as ações de forma ordenada para fortalecer a defesa sem rupturas.
O chanceler americano, Marco Rubio, indicou que a cúpula da Otan em Ancara poderá ser uma das mais relevantes da história, ao tratar de gastos com defesa. Rubio afirmou que a Europa precisa reconhecer a importância de apoiar operações no Oriente Médio.
Para mitigar tensões, alguns aliados enviaram navios próximos ao Golfo Pérsico com vistas a manter trânsito de combustível pelo Estreito de Ormuz após o fim de conflitos. Rutte comentou que os europeus entenderam a mensagem dos EUA.
O ministro alemão das Relações Exteriores, Johann Wadephul, disse que não espera que a Otan comande uma missão própria para a região do Golfo, sinalizando posicionamento cauteloso entre os aliados.
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