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Trump afirma que petróleo venezuelano pagou custo da guerra

Trump afirma que petróleo venezuelano cobre custos da guerra em cerca de 25 vezes, durante discurso na Rockland Community College, Nova York

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante pronunciamento; republicano usou palanque em Nova York para defender agenda econômica e externa
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  • Trump afirmou que os EUA extraíram do petróleo da Venezuela o suficiente para pagar cerca de vinte e cinco vezes o custo da guerra.
  • O comentário foi feito durante pronunciamento na Rockland Community College, em Suffern, Nova York, em apoio ao deputado Mike Lawler.
  • A declaração aponta para uma guinada na política externa dos EUA em 2026, com aproximação à presidente interina venezuelana Delcy Rodríguez após a captura de Nicolás Maduro.
  • O presidente também citou a defesa de mais produção de petróleo venezuelano e dos EUA para reduzir a dependência do Estreito de Ormuz.
  • Pesquisas recentes indicam desaprovação da gestão econômica por parte de cerca de um terço dos americanos, com altas nos preços da gasolina ligados à instabilidade no mercado de energia.

Donald Trump afirmou, em discurso na sexta-feira, que os Estados Unidos extraíram uma quantidade expressiva de petróleo da Venezuela. Segundo o presidente, esse volume seria suficiente para cobrir o custo da guerra do país dezenas de vezes. A cobrança ocorreu durante evento em Rockland Community College, Suffern, Nova York.

O pronunciamento ocorreu no contexto de apoio ao deputado republicano Mike Lawler, candidato à reeleição em um distrito competitivo nas eleições de meio mandato marcadas para novembro. A fala desviou do tema tributário e enfatizou, entre outros pontos, a situação energética e a relação com a Venezuela.

Trump ressaltou que o petróleo venezuelano teria contribuído para reduzir a dependência do Estreito de Ormuz, passando a compor a produção interna. A afirmação integra uma guinada da política externa dos EUA no início de 2026, após a captura do presidente Nicolás Maduro e o início de uma aproximação com a presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez.

O discurso também abordou segurança pública, integridade eleitoral e críticas à oposição democrata, a quem o presidente se referiu com o apelido Dumocrats. O tom alternava entre defesa de agenda econômica e ataques a adversários, conforme o formato de seus pronunciamentos anteriores.

No cenário doméstico, a Casa Branca tenta reverter queda de aprovação relacionada à política econômica. Uma pesquisa conjunta AP-NORC indica que apenas cerca de um terço dos norte-americanos aprova a condução econômica atual. O pessimismo tem relação com a alta de preços da gasolina, influenciada pela instabilidade energética global, incluindo tensões no Irã.

Para enfrentar o cenário, o governo trabalha em possibilidade de acordo diplomático com o Irã, visando reduzir custos de energia. O presidente sinalizou, porém, que manterá postura firme caso as negociações com aliados não avancem, mencionando a possibilidade de retomar ações militares.

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