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Trump desaponta com a Otan; Rubio afirma que questão deve ser abordada

Trump vê falha da Otan; Rubio diz que decepção deve ser abordada ante cúpula decisiva em Ancara, enquanto reajustes de tropas ganham relevância

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, participa da reunião dos ministros das Relações Exteriores da Otan em Helsingborg, Suécia. 22/05/2026 - (Jonathan Nackstrand/AFP)
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  • O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse que é preciso abordar a “decepção” de Donald Trump com aliados da Otan pela suposta falta de apoio à guerra no Irã.
  • A declaração foi feita durante reunião em Helsingborg, Suécia, com chanceleres da Otan, antes da cúpula em Ancara, Turquia, em julho, considerada uma das mais importantes da história da aliança.
  • Rubio afirmou que as opiniões de Trump sobre os aliados devem ser discutidas, mas não resolvidas naquele momento; não se trata de aplicar medidas punitivas, e sim de abordar algo que já existia.
  • A reunião ocorre após tensões envolvendo a retirada de cinco mil militares dos EUA da Alemanha e a aparente mudança de planos sobre envio de tropas à Polônia, o que gerou tensão entre EUA e aliados.
  • Diplomatas veem o encontro como forma de alinhar posição antes da cúpula da Otan, com foco potencial em gastos de defesa dos países europeus.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que é necessário abordar a decepção de Donald Trump em relação aos aliados da Otan por suposta falta de apoio à guerra no Irã. A fala ocorreu durante reunião de chanceleres em Helsingborg, na Suécia, que antecede a cúpula de Ankara, em julho, quando os 32 membros devem discutir o papel da aliança.

Rubio destacou que a cúpula da Otan será decisiva e classificou o encontro como um dos mais importantes da história da aliança. Em tom direto, ressaltou que a decepção com alguns parceiros terá de ser abordada, sem que haja, no entanto, uma resolução imediata.

O chanceler ressaltou ainda que não se trata de aplicar medidas punitivas, como restringir o uso de bases, mas de discutir um tema que já existia e que está em curso. A declaração ocorreu no mesmo momento em que se aguarda a definição de estratégias de atuação da Otan no Oriente Médio.

Contexto

A reunião em solo sueco sucede a tensão gerada no início do mês, quando Washington anunciou a retirada de cerca de 5 mil militares da Alemanha após um choque entre Trump e o chanceler alemão, Friedrich Merz. A reação alemã foi de que o Irã tem causado constrangimento aos EUA na guerra.

Na sequência, Trump afirmou, em outra versão de pauta, que enviaria 5 mil soldados à Polônia, o que gerou perplexidade entre aliados. O Pentágono havia suspendido, pouco antes, um envio já programado de tropas para a região leste da Otan.

O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, e o ministro das Relações Exteriores da Polônia receberam a notícia com cautela, destacando a necessidade de coordenação entre os Estados Unidos e seus parceiros. A ministra sueca das Relações Exteriores, Maria Malmer Stenergard, classificou a situação como confusa, mas afirmou que os compromissos americanos com a aliança seguem vigentes.

Rubio afirmou que os EUA mantêm seus compromissos globais e que é preciso reavaliar constantemente o posicionamento das tropas. Diplomatas ressaltam que o objetivo é normalizar o debate antes da cúpula de Ancara, que deverá tratar ainda de gastos com defesa por parte de europeus.

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