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UE e Brasil buscam resolver veto à exportação de carne em breve

União Europeia e Brasil trabalham para reverter veto à exportação de carne bovina, com garantias de rastreabilidade e prazo até 3 de setembro

Marian Schuegraf, embaixadora da União Europeia no Brasil, em jantar para promover indicações geográficas europeias e produtos do Cerrado, com os chefs Simon Lau e Catarina Freire
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  • UE e Brasil trabalham para reverter o veto à exportação de carne até o dia 3 de setembro, quando a exclusão entraria em vigor.
  • O principal entrave técnico é a rastreabilidade das exportações de carne bovina para a União Europeia.
  • Um calendário de trabalho foi acordado: o Brasil deve fornecer garantias de rastreabilidade para reconquistar a lista de países autorizados.
  • A embaixadora da União Europeia, Marian Schuegraf, afirmou que o diálogo é construtivo e que há disposição para resolver a questão rapidamente.
  • A avaliação será feita de forma separada por segmento de proteína, com foco inicial na carne bovina, para não interromper o fluxo comercial.

A União Europeia e o Brasil trabalham para reverter, até 3 de setembro, a exclusão do Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal para o bloco. O veto entraria em vigor se não houver acordo técnico que permita a recolocação, com foco especial na carne bovina.

Autoridades de Brasília e Bruxelas disseram que há uma agenda conjunta para resolver as pendências, principalmente em relação à rastreabilidade das exportações de carne bovina. A meta é manter o fluxo comercial sem interrupções significativas.

Avanços e como funciona o acordo

A UE exige garantias de rastreabilidade para as exportações brasileiras de carne bovina, enquanto mantém outros itens sob avaliação. O processo envolve avaliação técnica do Comitê Permanente para Plantas, Animais, Alimentos e Ração da Comissão Europeia e alinhamento com regras sanitárias.

Cronograma e impactos

Segundo fontes oficiais, a lista de exportadores foi publicada com prazo de implementação a partir de 3 de setembro, data em que o veto começaria a valer sem acordo. Argentina, Paraguai e Uruguai seguem qualificados para exportar para a UE, conforme a avaliação da UE.

Diálogos e próximos passos

Na semana passada, representantes de Brasília e Bruxelas discutiram para evitar rupturas no acordo de livre comércio e reduzir tensões políticas. Uma reunião em Brasília com a embaixadora europeia e o Ministério da Agricultura avaliou a separação de avaliações por tipo de proteína para acelerar a liberação de produtos.

Ponto técnico da discussão

Entre as exigências técnicas, estão as regras de uso de antimicrobianos na produção animal. A UE ressaltou que, desde 2022, existe um prazo de adaptação de quatro anos para conformidade, com foco na proibição de antibióticos para ganho de peso e na limitação de uso de antimicrobianos críticos para humanos.

Perspectiva de solução

As partes sinalizam disposição para uma solução rápida, evitando acusações que possam prejudicar o acordo. Fontes envolvidas dizem que a prioridade é manter o comércio estável e encaminhar as pendências de forma segmentada, sem comprometer o conjunto das exportações.

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