- Os últimos ativistas italianos da Flotilha Global Sumud pró-Gaza retornaram a Roma na noite de quinta-feira (21) e relataram violência física, humilhação e tortura psicológica nas últimas 48 horas.
- O grupo foi recebido por cerca de 100 apoiadores no aeroporto de Fiumicino, com aplausos e solidariedade.
- Relatos indicam agressões severas, costelas quebradas, agressões sexuais, confinamento em uma gaiola de ferro e tortura psicológica.
- Um ativista descreveu ter sido jogado no chão, espancado por várias pessoas, com algemas de plástico, que foram apertadas e depois retiradas, além de tentativas de deslocar o ombro.
- O vice-primeiro ministro Antonio Tajani disse que discute sanções contra o ministro israelense Itamar Ben-Gvir com ministros europeus; a Alemanha acompanha o caso, e Ben-Gvir publicou vídeo envolvendo os ativistas no porto de Ashdod.
Os últimos ativistas italianos da Flotilha Global Sumud pró-Gaza retornaram a Roma na noite de quinta-feira (21) e relataram vivências de violência física, humilhação e tortura psicológica ocorridas nas últimas 48 horas. O retorno ocorreu no aeroporto de Fiumicino, cercados por cerca de 100 apoiadores, amigos e familiares, que os receberam com aplausos e demonstrações de solidariedade.
Entre os relatos, houve menção a agressões graves e condições degradantes durante a operação de interceptação. Uma ativista da Toscana descreveu que alguns companheiros tiveram costelas quebradas e sofreram abusos sexuais, além de tortura psicológica. A denunciante também disse que, para conduzi-los ao porto, teriam ficado em uma gaiola de ferro com pouca visibilidade externa, enquanto cães latiam do lado de fora.
Outro participante, Luca Poggi, de 28 anos, afirmou que o grupo retornou hoje com ossos quebrados após antes ter retornado ileso, mas maltratado. Já Marco Montenovi, de 43 anos, de Ancona, relatou agressões ainda mais intensas, incluindo encapsulamento das mãos com abraçadeiras plásticas, tentativas de deslocamento do ombro, puxões de cabelo e puxões para erguer o grupo.
Repercussão diplomática
O vice-primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, informou estar em contato com ministros europeus para discutir possíveis sanções contra o ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir. Em vídeos recentes, Ben-Gvir mostra os ativistas interceptados sendo humilhados no porto de Ashdod, com imagens de pessoas algemadas, vendadas e sob vigilância, o que tem gerado críticas internacionais.
Tajani comentou, em frente a colegas da Otan, que, independentemente de sua avaliação sobre a flotilha, os direitos humanos precisam ser respeitados e que a condenação é total. O chanceler afirmou ainda ter mantido diálogo com representantes da Alemanha, que também acompanha a questão e deve definir próximos passos. Essas ações ocorrem no contexto de pressão internacional sobre o tratamento de ativistas a bordo.
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