Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Ativistas irlandeses deportados retornam de Israel

11 irlandeses deportados de Israel chegam a Dublin; somam 14 os irlandeses entre os detidos

Supporters of the Global Sumud Flotilla members waiting at Dublin Airport
0:00
Carregando...
0:00
  • Onze cidadãos irlandeses a bordo da Global Sumud Flotilla, que levava ajuda a Gaza, chegaram a Dublin após serem deportados de Israel; no total, quatorze irlandeses estavam entre os detidos.
  • A flotilha foi interceptada na segunda-feira por militares israelenses; os ativistas foram enviados para a Turquia na sexta-feira e, em seguida, regressaram à Irlanda.
  • No sábado, mais de quatrocentas pessoas apoiaram os irlandeses em Dublin, incluindo Thomas Deasy, que afirmou que a força utilizada foi maior do que esperavam.
  • Um vídeo do ministro de Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, provocando ativistas amarrados gerou ampla reação internacional, com críticas do premiê irlandês Micheál Martin e de líderes da União Europeia; Netanyahu também condenou o episódio.
  • O governo israelense afirmou que todos os ativistas estrangeiros da flotilha foram deportados e que Israel não permitirá violações do bloqueio naval, alegando que a ação foi uma resposta ao que chamou de manobra de relações públicas.

Os 11 cidadãos irlandeses que integravam a flotilha humanitária foram deportados de Israel e chegaram ao aeroporto de Dublin, após serem liberados pela alfândega israelense. O grupo viajava a bordo da Global Sumud Flotilla (GSF), que buscava levar doações a Gaza. A chegada ocorreu na manhã de sexta-feira, com o retorno confirmado no sábado pelas autoridades irlandesas.

A interventção ocorreu na segunda-feira, quando a flotilha foi interceptada por militares israelenses. Os ativistas foram detidos e enviados inicialmente para a Turquia, antes de retornarem à Irlanda. Ao todo, 14 irlandeses estavam entre centenas de ativistas detidos em Israel.

Após o desembarque em Dublin, mais de 400 apoiadores se reuniram para receber os ativistas, entre eles Thomas Deasy, de Belfast. Ele afirmou à emissora RTÉ News que esperavam detenção, mas que a atuação policial foi acima do esperado.

A iniciativa gerou reação internacional após a divulgação de vídeo do ministro de Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, que aparece zombando de ativistas rendidos. O episódio provocou críticas oficiais na União Europeia e dentro de Israel.

O primeiro-ministro irlandês, Micheál Martin, disse estar estarrecido com o comportamento mostrado no vídeo. Em Paris, após reunião com o presidente francês Emmanuel Macron, ele ressaltou a constatação de uma forte cobrança na UE por ações contra Israel.

Ben-Gvir também recebeu críticas incomuns do premiê israelense, Benjamin Netanyahu, que afirmou que as atitudes não condizem com os valores do país. O episódio intensificou debates sobre o tratamento de ativistas e a política de Gaza.

Entre os irlandeses deportados está a Dra. Margaret Connolly, irmã da presidente irlandesa Catherine Connolly. Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Israel afirmou que todos os ativistas estrangeiros da flotilha PR foram deportados e que Israel não permitirá a quebra do bloqueio naval a Gaza.

Mais de 50 embarcações participaram da GSF, que zarparam de território turco levando uma quantia simbólica de ajuda. No total, 430 pessoas de mais de 40 países estavam a bordo.

Israel descreveu a ação como uma manobra de relações públicas a serviço do Hamas. Os confrontos ocorreram em águas internacionais, a oeste de Chipre, cerca de 460 km da costa de Gaza, onde vigora o bloqueio naval israelense.

Clare Azzougarh informou à BBC que o pai, Malcolm Ducker, britânico detido, permanece sem informações. Azzougarh disse que ele foi levado ao presídio Ketziot e que não houve atualização sobre o estado dos detidos.

Contexto e desdobramentos

A operação de interceptação foi classificada pelo governo de Israel como cumprimento do bloqueio permitido pela lei internacional. A repercussão internacional incluiu críticas a autoridades israelenses e debates sobre a liberdade de expressão e de mobilização em questões humanitárias.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais