- Paraguai regulamentou a lei 7.547/2025 em 6 de abril de 2026, ampliando benefícios do regime de maquila, com cobrança de 1% sobre o valor agregado.
- Além do imposto baixo, há isenção de IR, de imposto sobre dividendos e de tarifas para importação de maquinário e matéria-prima.
- O país atrai empresas brasileiras, que respondem pela maior parte das maquiladoras (cerca de 70%), principalmente nos setores autopeças, têxtil, plástico e eletrodomésticos.
- O regime surgiu no México e se espalhou pela Ásia; no Paraguai, energia mais barata favorece atividades manufatureiras com exportação.
- Globalmente, regimes semelhantes geram críticas políticas, como as feitas por Donald Trump, que questionam a transferência de produção para fora dos EUA e a atração de investimentos para outros países.
O regime de maquila, voltado à exportação, permite que empresas importem insumos, montem ou processem etapas da produção e reexportem o produto final. A cobrança tributária foca no valor agregado, com isenções e incentivos. No Paraguai, esse modelo ganhou impulso recente.
O governo paraguaio, sob o presidente Santiago Peña, regulamentou em 6 de abril de 2026 a lei nº 7.547/2025, ampliando os benefícios do regime. Empresas passam a pagar apenas 1% do valor agregado, além de uma gama de isenções. Entre elas estão IR, imposto sobre dividendos, importação de maquinário e de matéria-prima.
O Paraguai tornou-se polo atrativo para empresas brasileiras, que respondem pela maior parte das operações instaladas, cerca de 70%. Os setores mais impactados são autopeças, têxtil, plástico e eletrodomésticos, beneficiados pela proximidade geográfica e por custos menores de produção.
O conceito de maquila, originado no México na década de 1960, envolve montagem e processamento de bens para exportação, com mão de obra mais barata em países de语言 menos onerosos. A prática se expandiu para Ásia, especialmente China, e ganhou relevância na América Central.
Na Ásia, zonas econômicas especiais operam com incentivos fiscais para atrair investimentos em eletrônicos, têxteis e bens industriais. Em destaque, a China abriga a Foxconn, que monta dispositivos para grandes marcas globais, como Apple e Sony, em grandes complexos industriais.
A imprensa internacional acompanha críticas a regimes de incentivos em México e China, com debates sobre impacto em empregos nos EUA e a cadeia global de suprimentos. Investimentos bilionários em estados americanos, como Arizona, ganham força para produção de chips.
A região busca manter competitividade diante de mudanças geopolíticas, com foco em reduzir custos e ampliar garantias de abastecimento para grandes empresas globais. Grandes empresas de tecnologia continuam a revisar estratégias de localização de produção.
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