- Definir um objetivo claro: impedir que Putin subjugue a Ucrânia, restaure o império, desmantele a Otan e estabeleça uma esfera de influência russa na Europa Oriental.
- Manter o apoio a Ucrânia e sustentar o orçamento até o fim de 2027, reconhecendo que a guerra deve se arrastar e que a derrota pode não ocorrer no front, mas no desgaste de energia, economia e moral.
- Aumentar a pressão econômica sobre a Rússia: manter sanções, apoiar ataques de longo alcance a infraestrutura energética e combater a frota sombra que transporta parte do petróleo russo pelo Báltico.
- Deter novos ataques contra a Otan e a UE com dissuasão europeia robusta, fortalecendo capacidades próprias de defesa na região e acelerando a transição para autonomia militar europeia.
- Conversar com três frentes russas: elites internas, sociedade e o grupo “Other Russia”, mantendo canais abertos, mas sinalizando que relações futuras dependem de mudanças reais, enquanto se sustenta a pressão militar e econômica.
Um relatório descreve oito caminhos para conter as ambições externas de Vladimir Putin, destacando a necessidade de estratégia conjunta de democracias da Europa e além. O foco é evitar que a Rússia amplie sua influência na região.
O objetivo é claro: impedir que Putin subjugue a Ucrânia, restabeleça parte do império russo, debilite a OTAN e debute uma esfera de influência na Europa Oriental.
É enfatizado que a guerra na Ucrânia persiste, com danos a infraestrutura energética, economia e moral. A retirada de apoio de Washington é citada como complicador, mas não inviabilizante.
O texto aponta que o apoio europeu tetigou o financiamento da Ucrânia até 2027, após desbloqueio de verbas por mudanças políticas na região, como a queda de Orbán, que facilita recursos.
Além disso, sustenta que o cessar-fogo pode dar margem a crises domésticas na Ucrânia e distrair atenções na Europa, demandando vigilância contínua para evitar retrocessos.
Estratégias de pressão econômica
O artigo defende endurecer sanções contra a Rússia e ampliar a cobrança sobre a frota de exportação de petróleo, com foco na passagem por mar Báltico e navios já sancionados.
Também reforça a necessidade de aumentar a dissuasão para evitar ataques a território da OTAN e da UE, principalmente nos anos iniciais de transição da defesa europeia.
O texto sugere combinar defesa com ações ofensivas limitadas na esfera híbrida, citando estudos que defendem disrupção com limites políticos bem definidos.
Diálogo interno e internacional
Defende manter canais com o Kremlin, mas enfatiza que linguagem de coerção econômica e militar é essencial para pressionar mudanças. O objetivo é abrir comunicação com parcelas da sociedade russa.
Outra peça recomenda dialogar com três frentes russas: elites empresariais e burocráticas, sociedade civil e comunidades russas no exterior, para construir vias de mudança.
O artigo alerta para o papel de nacionalistas na Europa, como Orbán na Hungria ou possibilidades futuras de partidos anti-liberal, que podem emergir e dificultar a unidade ocidental.
Saúde estratégica da democracia
Afirma que a maior força está em manter sociedades estáveis, fortes e atrativas, criando condições para耐 mudanças políticas internas na Rússia no tempo certo, sem precipitar resultados.
Em síntese, a estratégia não é apenas defensiva, mas busca manter a coerência europeia, ampliar a dissuasão e cultivar canais de mudança gradual, com foco no longo prazo.
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