- O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o Irã está “muito mais perto” de um acordo sobre a guerra, enquanto Teerã indicou progresso na última semana.
- O porta-voz do ministério das Relações Exteriores do Irã informou que o plano pode começar com um memorando de entendimento em formato de estrutura com 14 pontos, com novas conversas em 30 a 60 dias; questões nucleares não estariam nos primeiros draft.
- Trump afirmou ter visto um rascunho do acordo e disse que só assinará se conseguir tudo o que quer, assegurando que o Irã não obterá arma nuclear.
- O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, expressou otimismo cauteloso e sinalizou que pode haver uma atualização no fim de semana, reiterando a posição de não permitir arma nuclear ao Irã.
- O relato sobre bloqueio marítimo: os EUA dizem ter bloqueado portos do Irã desde 13 de abril, com Centcom informando redirecionamento de cem navios, desativação de quatro e passagem de vinte e seis navios humanitários; o Irã afirma controle militar de área próxima ao estreito de Hormuz.
US e Irã sinalizam progresso em negociações sobre guerra
O governo norte-americano indicou que o Irã está mais próximo de um acordo, enquanto Teerã afirmou que houve avanço na última semana. As partes permanecem cautelosas sobre os termos. A pauta nuclear continua fora de propostas iniciais, segundo a diplomacia iraniana.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã mencionou que o esforço atual envolve um rascunho de entendimento em formato de Framework, com 14 pontos. O objetivo é finalizar o memorando nos próximos 30 a 60 dias para abrir novas rodadas de conversas.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, mostrou otimismo cauteloso durante uma viagem à Índia, destacando que pode haver uma atualização no fim de semana. Rubio reforçou a posição de impedir o acesso do Irã a armas nucleares.
No front naval, a tensão persiste após o início de um bloqueio dos EUA contra portos iranianos, em 13 de abril. O Centro de Comando Central dos EUA informou a passagem de 100 navios, com quatro desviados e 26 aéreos liberados para ajuda humanitária.
Conforme os relatores de Centcom, as ações visam dificultar o comércio com o Irã, com efeito econômico reconhecido pelo comando. O órgão indicou que houve redução de tráfego comercial com o país, contribuindo para pressão econômica.
Paralelamente, o Irã alega controle militar sobre área próxima ao Estreito de Hormuz, afirmando que toda passagem exige coordenação com a Autoridade do Estreito. Washington e aliados no Golfo rejeitam a reivindicação e orientam navios a seguirem regras da região.
A situação no Estreito de Hormuz segue como ponto sensível, com as duas partes mantendo posições firmes. As próximas etapas previstas incluem a finalização do memorando e continuidade das conversas para um acordo abrangente.
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