- O conflito com o Irã está atrapalhando três pilares do Médio Oriente: energia, rotas de comércio e capital, o que impacta o cenário global.
- O petróleo e o gás enfrentam o maior choque já visto na oferta.
- Rotas comerciais mais restritas reduzem o fluxo de fertilizantes, hélio, enxofre e energia.
- O fornecimento de petrodólares do Golfo ao resto do mundo está sob ameaça.
- Economistas apontam que a situação pode piorar o cenário econômico global.
O petróleo e o gás impulsionam a economia dos estados do Golfo, que costumam auferir lucros com a venda de energia, gastando parte internamente e investindo o excedente no exterior. O restante é aplicado em projetos que ajudam a manter o crescimento e a infraestrutura regional.
Nesta semana, o texto é assinado por Ziad Daoud, economista-chefe de mercados emergentes da Bloomberg Economics, sediado em Dubai, e membro sênior do Belfer Center da Harvard Kennedy School. O artigo analisa o que pode ocorrer com a economia mundial diante da conjuntura.
O conflito envolvendo o Irã está, simultaneamente, prejudicando três pilares do Oriente Médio: energia, rotas comerciais e capital. O choque nos preços de petróleo e gás se apresenta como o mais intenso da história recente, com vias de comércio, fertilizantes, hélio e enxofre impactados. Além disso, a oferta de petrodólares provenientes da região passa por pressão.
Impactos na infraestrutura energética
Ataques a instalações de LNG no Golfo, como a facility de Ras Laffan, em Catar, podem exigir até cinco anos para reparos, segundo avaliações preliminares. A interrupção de operações pode reduzir o fluxo de gás natural liquefeito para compradores globais e afetar contratos de curto prazo.
Desdobramentos econômicos
Especialistas destacam que o crédito externo e o financiamento à região podem sofrer aperto, elevando custos de capital. A combinação de menor produção, logística mais delicada e menor fluidez de recursos pode reduzir a capacidade de resposta dos estados para estimular a atividade doméstica.
Perspectivas para o cenário global
Analistas ressaltam que o conjunto de choques representa a maior volatilidade para o equilíbrio entre oferta e demanda. A situação é acompanhada por autoridades, investidores e consumidores, que buscam entender os impactos de curto e médio prazo sobre preços, cadeias produtivas e investimentos no setor energético.
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