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Rússia ataca Kiev em retaliação a ofensiva ucraniana

Rússia lança ataque de mísseis em retaliação a ataques ucranianos; Kiev fica sob alerta com danos e risco de vítimas, conforme EUA e autoridades

Equipes de resgate trabalham em meio aos escombros de um prédio do dormitório destruído do Colégio Starobilsk da Universidade Pedagógica de Luhansk, após um ataque durante a noite
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  • A Rússia lançou um ataque com mísseis em Kiev, em retaliação a um ataque ucraniano anterior a um dormitório estudantil na cidade ocupada de Starobilsk, em Luhansk.
  • O presidente Vladimir Putin ordenou ações retaliatórias, após o ataque com drones ucranianos que matou civis, segundo autoridades russas.
  • A Força Aérea Ucraniana anunciou o lançamento de um míssil balístico de médio alcance do tipo Oreshnik e houve relatos de explosões na capital.
  • O prefeito de Kiev informou danos com destroços e pedidos de assistência médica por toda a cidade; autoridades americanas e ucranianas alertaram sobre o ataque.
  • Zelensky e autoridades ucranianas criticaram informações russas sobre vítimas e alvos, destacando que os ataques visam infraestrutura militar; a CNN não confirmou todas as cifras de mortes reportadas.

Rússia realiza grande ataque com mísseis contra Kiev em retaliação a ataque ucraniano

O presidente russo, Vladimir Putin, ordenou retaliação com ataques de mísseis após drones ucranianos atingirem um dormitório universitário em Starobilsk, cidade ocupada no leste de Luhansk. Na noite de sábado, a Força Aérea Ucraniana emitiu alerta sobre o lançamento de mísseis balísticos de médio alcance, chamados de Oreshnik, de alta potência. Kiev informou que continua sob ameaça enquanto autoridades destacaram danos e sirenes de proteção civil.

Tymur Tkachenko, administrador militar de Kiev, afirmou que a capital viveu um ataque balístico massivo e pediu que a população permaneça em abrigos. O prefeito Vitaliy Klitschko confirmou que destroços, danos e necessidade de atendimento médico foram relatados por toda a cidade. O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky destacou a possibilidade de ataques com mísseis Oreshnik e ressaltou a necessidade de uma resposta preventiva internacional.

O Departamento de Estado dos EUA informou que a embaixada norte-americana em Kiev recebeu informações de que o ataque poderia ocorrer a qualquer momento nas próximas horas. Zelensky afirmou que os serviços de inteligência, com apoio de parceiros, estavam verificando as informações sobre a preparação russa para o uso do MLR Oreshnik, pedindo pressão internacional para evitar uma escalada.

A agência TASS, ligada ao governo russo, reportou que o número de mortos no ataque anterior ao dormitório de Starobilsk aumentou para 18, incluindo crianças, com mais três pessoas possivelmente presas sob escombros. A Ucrânia negou a versão russa e disse que as ações visam infraestrutura militar, alegando que houve o atingimento de um quartel-general da unidade Rubicon na região.

Entre os desdobramentos, as Forças Armadas da Ucrânia afirmaram que não houve ataque contra alvos civis e que suas operações recentes visaram infraestrutura militar, incluindo um complexo de drones na região de Starobilsk. O Centro Rubicon, ligado à defesa de drones, foi apontado como alvo de ataques que teriam ocorrido recentemente.

A Ucrânia também relatou ataques a instalações russas em território ocupado, incluindo um campo de treinamento de drones em Snizhne. O comandante das Forças de Sistemas Não Tripulados afirmou que o ataque matou cadetes e um instrutor, destacando danos em um campo de 2.484 metros quadrados utilizado para drones, explosivos e comando.

Paralelamente, Zelensky informou que as forças de segurança atacaram uma empresa no complexo militar-industrial russo, a 1.700 quilômetros do território russo, supostamente uma fábrica de produtos químicos no Krai de Perm. A publicação mostrou imagens de fumaça na instalação, sem confirmação independente.

As ações de Moscou e de Kiev refletem uma escalada recente, com a Ucrânia ampliando ataques com drones de longo alcance contra alvos na Rússia ocupada. As informações de várias fontes permanecem em atualização, com diferentes contagens de vítimas dependendo da parte envolvida. (CNN)

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