- Kyiv foi alvo de um grande ataque com mísseis e drones, com pelo menos três pessoas feridas e vários edifícios residenciais danificados; as regiões Shevchenkivsky, Dniprovsky e Podilsky foram afetadas.
- O lançamento ocorreu após alertas de que a Rússia poderia usar o míssil balístico hipersônico Oreshnik, com detritos pegando fogo próximo a uma escola no centro.
- O presidente Volodymyr Zelenskyy afirmou que o uso do Oreshnik estabelece um precedente global e pediu resposta internacional preventiva para impedir novas agressões.
- Na véspera, Zelenskyy informou que a Rússia planejava um ataque com Oreshnik, com base em informações da Ucrânia, dos EUA e da Europa; a Rússia já utilizou o Oreshnik duas vezes.
- A ONU condenou ataques contra civis e infraestrutura civil; a Rússia acusa a Ucrânia de atacar um dormitório estudantil em Starobilsk, com balanço inicial de 18 mortos e 42 feridos, ainda sem verificação completa.
O gume da ofensiva russa atingiu Kyiv na madrugada de domingo, com lançamento de mísseis e drones. A força aérea ucraniana havia alertado sobre possível ataque com o míssil Oreshnik. Explosões ecoaram pela capital após 1h de domingo.
Pelo menos três pessoas ficaram feridas e várias residências foram danificadas, segundo o prefeito de Kyiv, Vitali Klitschko. A autoridade municipal informou ataques em quatro distritos da cidade e incêndios detectados em imóveis residenciais.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, afirmou que o uso do míssil Oreshnik estabelece um precedente global para potenciais agressores. Em rede social, repetiu a necessidade de resposta internacional preventiva.
Padrões de alerta e impacto
No sábado, Zelenskyy havia alertado sobre uma possível ofensiva com o Oreshnik, com base em informações de Ukraine, EUA e Europa. Autoridades russas disseram que o cerco em parte do leste aumentaria já hoje.
A Ucrânia não confirmou, até o momento, se houve ataque com Oreshnik específico em alvos. A Rússia já utilizou o Oreshnik em duas ocasiões na guerra, segundo autoridades russas.
Caso britânico e contexto internacional
Um britânico de 23 anos, Ayrton Redfearn, morreu na Ucrânia, segundo confirmação da BBC por sua mãe. O jovem havia se juntado a uma unidade de apoio ao exército ucraniano em 2025. O governo britânico informou apoio à família.
O embaixador da União Europeia e a Organização das Nações Unidas destacaram a necessidade de proteção de civis. O UN condenou ataques contra infraestrutura civil, destacando dificuldade de verificação em áreas sob ocupação.
Reações culturais e geopolíticas
O cineasta russo Andrey Zvyagintsev pediu ao presidente Putin que ponha fim à carnificina na Ucrânia, após seu filme Minotaur receber prêmio em Cannes. A indústria cinematográfica tem se manifestado sobre o conflito, buscando apelo por cessar-fogo.
Cenário no terreno
A região de Starobilsk, na Lugansk ocupada, foi alvo de violência reportada por parte de forças russas. A contagem de mortos e feridos varia conforme fontes, com relatos de 18 óbitos e dezenas de feridos, ainda sujeitos a confirmação oficial.
O que se sabe até aqui
Autoridades ucranianas destacam que ataques com mísseis de alta velocidade representam desafios tecnológicos. A comunidade internacional enfatiza a proteção de civis e a necessidade de respostas coordenadas para evitar escaladas.
Perspectivas
A situação permanece tensa, com declarações de autoridades internacionais pedindo contenção. Kyiv reforça medidas de segurança enquanto avalia danos e próximos passos para a população.
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