- A Ucrânia estaria recuperando mais território do que perde para a Rússia, segundo Américo Martins, correspondente da CNN Brasil, com vídeo vindo de uma vila a apenas 17 quilômetros das tropas russas.
- Martins destaca que a guerra está fortemente transformada pela tecnologia, com drones centrais para ataques, abastecimento e deslocamento de soldados, inclusive com drones fabricados na Ucrânia.
- O país tem investido em drones nacionais e em melhoria do sistema antiaéreo, buscando maior independência da Otan e dos Estados Unidos; o apoio financeiro externo ainda é relevante.
- A Ucrânia realizou ataques em profundidade na Rússia, incluindo uma ofensiva com mais de quinhentos drones contra Moscou, considerado o maior ataque à capital em mais de um ano.
- Dados do Instituto para o Estudo da Guerra indicam virada no campo de batalha em abril, com a Ucrânia recuperando território líquido, enquanto ataques afetam a economia russa e o apoio político de figuras como Donald Trump é citado como fator de desincentivo a negociações mais realistas.
O correspondente internacional da CNN Brasil, Américo Martins, enviou imagens da linha de frente na região leste da Ucrânia. O vídeo mostra um vilarejo a apenas 17 quilômetros das tropas russas, com a cobertura realizada diretamente no terreno desde o front. A reportagem descreve uma guerra marcada pela tecnologia.
Américo afirma que a guerra passou por transformações profundas e que os drones, fabricados localmente pela Ucrânia, ganharam protagonismo. Além de aeronaves, o país produz veículos terrestres e desenvolve sistemas antiaéreos, enfatizando inovação, rapidez e determinação na defesa.
Segundo o repórter, a estratégia ucraniana busca maior autonomia, ainda que o financiamento continue robusto de Washington e de aliados da União Europeia. Um ataque recente com mais de 500 drones contra Moscou é citado como exemplo da atuação em profundidade. A meta é elevar o custo da guerra para a Rússia.
Cenário de batalha e dados
Dados do Instituto para o Estudo da Guerra indicam virada no terreno: em abril, a Ucrânia recuperou território enquanto a Rússia teve menor avanço, marcando a primeira perda líquida desde agosto de 2024. A tendência, segundo Américo, aponta para uma mudança de maré favorável aos ucranianos.
Paralelamente, ataques ucranianos têm atingido instalações energéticas, militares e aeroportos na Rússia, impactando a economia do país. O repórter também cita a influência de apoios internacionais na situação de negociação entre as partes.
Deslocamento e percepção local
Durante a segunda gravação, uma sirene de ataque com drones interrompeu a transmissão, forçando a suspensão momentânea. Américo percorreu o país de oeste a leste, passando por Lviv, Kiev e Kharkiv, antes de chegar ao vilarejo citado. Kharkiv é descrita como uma das áreas mais atingidas pela ofensiva.
Ao chegar próximo à linha de frente, o correspondente observou maior mobilização da população local. Em sua avaliação, a determinação de resistir cresce quanto mais perto do front se chega, concluindo uma viagem de retorno ao Reino Unido via trem de 31 horas.
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