- EUA e Irã avançam em um protocolo que pode encerrar hostilidades e reabrir o Estreito de Ormuz em até 30 dias, com 60 dias para tratar da questão nuclear.
- O acordo prevê suspensão parcial de sanções e desbloqueio parcial de ativos iranianos; a normalização do tráfego no estreito seria retomada dentro de 30 dias.
- O Irã sustenta que a questão nuclear não faz parte do entendimento em negociação neste momento e que não houve concessões sobre seu programa atômico.
- Divergências públicas envolvem narrativas: o presidente dos EUA diz que o protocolo está “essencialmente negociado” e que haverá anúncio em breve; fontes iranianas contestam a versão.
- O plano seria estruturado em três fases — encerramento do conflito, solução da crise no estreito e um período de 30 dias para discussões adicionais — com apoio cauteloso da União Europeia.
A qualquer momento, Estados Unidos e Irã avançaram em tratativas para um protocolo que pode encerrar hostilidades e reabrir o estreito de Ormuz. O acordo em negociação prevê medidas graduais e prazos definidos, com foco na viabilidade da navegação na região. O ponto central permanece a questão nuclear, que não está sujeita ao entendimento neste estágio.
Segundo autoridades envolvidas, o texto em discussão prevê suspensão parcial de sanções e fases distintas para Ormuz e para o programa nuclear. A primeira etapa envolve o retorno da circulação de navios pelo estreito, com acordo limpo para facilitar o tráfego marítimo global. O segundo núcleo trata do nuclear, com prazo mais longo.
De acordo com a agência Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária do Irã, o entendimento em fase final não prevê concessões sobre o programa atômico. A narrativa iraniana enfatiza que a questão nuclear não está incluída no protocolo atual e que o objetivo é normalizar o trânsito no estreito.
Ainda pela Tasnim, o protocolo prevê a suspensão de hostilidades e a flexibilização de sanções sobre o petróleo iraniano durante as negociações. O documento também aponta o fim gradual do bloqueio naval impresso pelos EUA aos portos iranianos, com prazo estimado de 30 dias para implementação.
Diversas fontes apontam que a normalização do tráfego no estreito pode ser a tarefa inicial, com a liberação de parte de ativos iranianos congelados ao longo da primeira fase. A ideia é oferecer incentivos econômicos para sustentar as negociações.
Entre as informações divulgadas estão prazos específicos: 30 dias para a retomada do trânsito no estreito de Ormuz e 60 dias para tratar da questão nuclear em negociações subsequentes. A leitura oficial ressalta natureza gradual do acordo.
Reação internacional diverge. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o protocolo estava essencialmente negociado, com foco na reabertura de Ormuz, divulgando informações ainda não detalhadas. Do lado iraniano, a interpretação oficial nega avanços sobre o programa nuclear.
A agência Reuters ouviu fontes que descrevem o plano como estruturado em três fases: encerramento do conflito, resolução sobre Ormuz e um período de 30 dias para discussões adicionais. O objetivo é separar temas para facilitar o consenso entre as partes.
Na visão iraniana, o estoque de urânio altamente enriquecido não seria transferido para fora do território, tema que ficaria para negociações de longo prazo. A posição foi confirmada por fonte de alto escalão de Teerã, segundo apuração de assessoria.
A opinião europeia acompanha com cautela os sinais de progresso. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, comentou que um acordo deve reduzir o conflito, reabrir Ormuz e manter a navegação livre, sem permitir que o Irã ganhe status de potência nuclear.
Com AFP
Entre na conversa da comunidade