- No domingo, 24 de maio, a Rússia lançou um ataque maciço contra Kiev, incluindo o míssil hipersônico Oreshnik; houve quatro mortos na cidade e dezenas de feridos, com outras duas vítimas na região metropolitana.
- A Força Aérea ucraniana informou que Moscou lançou cerca de seiscentos drones e noventa mísseis; as defesas aéreas derrubaram sessenta e nove drones e cinquenta e cinco mísseis.
- Equipes de emergência lutaram contra incêndios e procuraram sobreviventes entre escombros; moradores buscaram abrigo em estações de metrô enquanto prédios residenciais, escolas, universidades, museus e centros comerciais sofreram danos.
- O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, classificou o ataque como terror e denunciou ataques a estruturas civis, incluindo abastecimento de água, mercados e escolas; dirigentes europeus também condenaram a ofensiva.
- Além de Kiev, houve feridos em Kharkiv, Cherkasy e Dnipropetrovsk, em meio a uma escalada de tensões e a retomada de críticas internacionais sobre o conflito.
O ataque massivo da Rússia contra Kiev, capital da Ucrânia, ocorreu na madrugada deste domingo (24/5) e incluiu o uso do míssil hipersônico Oreshnik. A ofensiva deixou pelo menos quatro mortos e dezenas de feridos na cidade, ampliando a tensão internacional sobre o conflito.
Segundo a Força Aérea ucraniana, Moscou lançou cerca de 600 drones e 90 mísseis no ataque. O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, confirmou duas mortes na cidade e informou dezenas de feridos. Em regiões da área metropolitana, duas pessoas também perderam a vida. Equipes de emergência trabalham para combater incêndios e resgatar sobreviventes.
Ao longo do dia, imagens de danos em prédios residenciais, escolas, universidades, centros comerciais, museus e teatros foram divulgadas pela imprensa internacional. Em Kiev, parte da população procurou abrigo em estações de metrô.
Desdobramentos e defesa
Militares ucranianos afirmaram que as defesas aéreas derrubaram 549 drones e 55 mísseis lançados pelas forças russas. Moradores relataram momentos de pânico, com parte do teto de uma estação de metrô cedendo durante o bombardeio.
Zelensky responsabilizou Moscou por atingir estruturas civis, como instalações de abastecimento de água, mercados e escolas, qualificando a ação como um ato de terror. O governo russo confirmou o uso do Oreshnik e alegou que a ofensiva foi uma resposta a ataques ucranianos contra infraestruturas em território controlado pela Rússia, negando alvos civis.
Além de Kiev, feridos foram registrados em Kharkiv, Cherkasy e Dnipropetrovsk. A ofensiva provocou reações de líderes internacionais, com críticas de autoridades da União Europeia e de países membros, destacando a escalada do conflito.
Contexto internacional
Antes do ataque, Zelensky e a embaixada dos EUA em Kiev haviam alertado para a possibilidade de um grande ataque russo. O míssil Oreshnik já havia sido utilizado desde o início da invasão, em 2022, segundo a parte russa, que afirma não ter utilizado ogivas nucleares.
Putin havia prometido retaliação após um ataque ucraniano em Starobilsk, que deixou mortos, e Kiev negou ter alvo civis. Enquanto negociações mediadas pelos EUA permanecem paralisadas, a comunidade internacional acompanha atento as próximas etapas do conflito.
- AFP
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