- Lula telefonou para o presidente boliviano Rodrigo Paz e determinou o envio de ajuda humanitária à Bolívia após a conversa sobre desabastecimento causado por protestos e bloqueios de estradas.
- Os protestos na Bolívia começaram após corte de subsídios à gasolina pelo governo de Paz, o que elevou a inflação e provocou reação de sindicatos.
- Bloqueios de estradas provocaram desabastecimento de alimentos e combustíveis; hospitais relataram falta de cilindros de oxigênio.
- Paz enfrenta protestos desde o início de maio de 2026, com bloqueios em La Paz e invasões a prédios públicos.
- Lula reiterou solidariedade ao governo e ao povo boliviano, ressaltando o respeito às instituições democráticas e ao Estado de Direito, e incentivando o diálogo para a pacificação.
O governo brasileiro confirmou o envio de ajuda humanitária à Bolívia, após uma ligação entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente boliviano Rodrigo Paz Pereira. A conversa ocorreu na segunda-feira, 25 de maio de 2026, e tratou da crise de desabastecimento provocada por protestos e bloqueios de estradas no país vizinho.
Segundo a nota oficial, Lula reiterou solidariedade ao governo e ao povo boliviano e destacou a importância do respeito às instituições democráticas e ao Estado de Direito. A solicitação de ajuda partiu de Paz, para enfrentar a escassez de itens essenciais em várias regiões.
Contexto dos protestos
Os protestos começaram no início de maio, após a adoção de medidas para cortar subsídios à gasolina, visando recompor o orçamento do Estado. O aumento de preços provocou inflação, agravando dificuldades para famílias e setores produtivos.
Bloqueios de rodovias e paralisações em La Paz impactaram o abastecimento de alimentos e combustíveis. Hospitais relataram dificuldades com estoque de oxigênio e outros insumos médicos, ampliando a gravidade da crise local.
Detalhes da ajuda humanitária
A nota oficial não especifica o conteúdo da assistência, mas indica que o envio integra ações de apoio imediato ao povo boliviano. O objetivo é atenuar desabastecimentos em regiões mais atingidas pelos bloqueios.
A comunicação entre as partes reforça a cooperação entre Brasil e Bolívia, com foco em evitar violência e promover o diálogo entre governo e movimentos sociais. A imprensa não divulgou prazos para a chegada dos itens.
Seguimento institucional
O governo brasileiro afirmou manter canais abertos para monitorar a evolução da crise na Bolívia. Não houve confirmação de novos acordos, além da implementação da ajuda já solicitada por Paz. A informação foi veiculada pela assessoria presidencial.
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