- O conflito com o Irã levou rivais regionais a apoiar um acordo de paz provisório entre Teerã e Washington, buscando encerrar a guerra e reabrir o Estreito de Hormuz.
- O Oriente Médio enfrenta um recuo de influência dos EUA, com países da região buscando novas formas de segurança e parceria, ainda que os Estados Unidos mantenham bases militares.
- Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Qatar, Jordânia, Paquistão, Turquia, Egito e outros apoiaram a ação, em aliança com o grupo de oito países de maioria muçulmana; Netanyahu ficou em posição mais ambígua.
- Islamabad coordenou a mediação, com viagens de Paquistão e Qatar a Teerã; Trump foi pressionado por os líderes muçulmanos a aceitar o acordo que encerra o conflito e reabre negociações sobre o programa nuclear iraniano.
- Analistas apontam mudanças estratégicas, com novos blocos regionais surgindo e papel maior de europeus e parceiros locais, sugerindo que a presença militar dos EUA pode não ser tão central quanto antes.
O choque da guerra com o Irã e seus desdobramentos estimularam rivais do Oriente Médio a apoiar um acordo de paz com Washington. A administração Trump enfrenta resistência de Israel e seus apoiadores, que contestam o conteúdo do acordo provisório.
O acordo, ainda provisório, foi selado ao fim da semana anterior após diplomatas do Paquistão e do Catar visitarem Teerã em busca de uma linha de entendimento. O objetivo é encerrar o conflito e abrir o Estreito de Hormuz.
Em conversa com Trump no sábado, líderes de um bloco de oito nações de maioria muçulmana defenderam aceitar o acordo. Eles também pediram a retomada das negociações sobre o programa nuclear iraniano.
Fontes próximas às negociações indicam que a pressão internacional busca reconstruir a confiança entre Teerã e Washington, com mediadores regionais impulsionando a aceitação do acordo. A ideia é reduzir a escalada militar e abrir espaço para dialogue.
A crise ampliou a percepção de que o poder americano no Oriente Médio está diminuindo. Países da região passaram a buscar garantias de segurança com novos parceiros, mantendo a presença de bases norte-americanas, porém diversificando alianças.
Ao mesmo tempo, a coalizão entre Emirados Árabes Unidos, Saudi Arábia, Qatar, Jordânia, Bahrain, Paquistão, Turquia e Egito ganhou força, em resposta a mudanças estratégicas. O agrupamento busca manter equilíbrio entre competitividades regionais.
Especialistas destacam que o esforço mediador, liderado pelo Paquistão, ajudou a tornar a mediação mais crível do que uma iniciativa isolada. Observadores indicam que a situação reforça a transição para uma arquitetura de segurança regional mais independente dos EUA.
Na paisagem regional, analistas apontam dois eixos emergentes: um conjunto liderado por Arábia Saudita e Paquistão, com apoio de Turquia e Egito; e outro, formado por Emirados, Índia, Israel e EUA. A ideia é conter tensões e evitar o colapso regional.
Entre na conversa da comunidade