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Irã afirma ter alcançado entendimento com EUA, mas acordo não é iminente

Irã afirma avanço moderado com os EUA, mas sem garantia de cumprimento; acordo não é iminente e negociações nucleares ficam para depois do fim da guerra

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Foto: Creative Commons
  • O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou que houve entendimento em várias questões com os EUA, mas sem garantia de acordo iminente.
  • Baghaei disse que o programa nuclear iraniano não faz parte das discussões nesta fase e que o Irã quer o fim da guerra em todas as frentes, inclusive no Líbano.
  • O Irã pretende adiar negociações sobre detalhes do seu programa nuclear até o fim formal da guerra e criticou mudanças rápidas de posição do governo Trump.
  • Sobre o Estreito de Ormuz, Baghaei negou a cobrança de pedágio, dizendo que haverá taxas por serviços de navegação e proteção ambiental, e ressaltou a necessidade de um mecanismo confiável para gerenciar o tráfego.
  • Nos EUA, o secretário de Estado, Marco Rubio, minimizou avanços iminentes e disse que há uma proposta sólida para abrir o estreito e iniciar negociação real sobre o nuclear, com prazo determinado, enquanto o presidente Trump sinalizou cautela para não se apressar em um acordo.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou que houve certo entendimento com os Estados Unidos em várias questões, mas que um acordo não está próximo. Em Teerã, ele disse que o programa nuclear não está em debate neste momento.

Baghaei apontou mudanças constantes nas posições do governo dos EUA e destacou dificuldades para negociações, alegando que em curto espaço de tempo surgem posições distintas e contraditórias. O Irã quer adiar detalhes nucleares até o fim formal da guerra.

O porta-voz também tratou do Estreito de Ormuz, negando que seja cobrado pedágio, e descreveu serviços prestados como taxas por navegação e proteção ambiental. O Irã defende um mecanismo estável para a passagem pelo estreito.

A posição de Washington foi guiada por Marco Rubio, que minimizou avanços rápidos e ressaltou a chance de diplomacia antes de considerar alternativas. O ministro afirmou que houve uma proposta sólida para abrir o estreito e discutir o tema nuclear com prazo.

Antes, Trump havia sugerido, no fim de semana, que EUA e Irã teriam avançado em um memorando de entendimento para reabrir o estreito, elevando expectativas de acordo. As negociações continuam sem conclusão anunciada.

Enquanto isso, o Irã afirma não cobrar pedágio pela passagem, mas admite que serviços podem ter custo. O estreito já respondeu por cerca de um quinto das remessas globais de petróleo e gás antes do conflito.

Informações de altos funcionários dos EUA indicaram que o Irã concordou, em princípio, em abrir o estreito em troca do fim do bloqueio naval e da retirada de urânio enriquecido. Também se mencionou o endosso do aiatolá Khamenei a um esboço do acordo.

A estrutura discutida permitiria cerca de 60 dias para chegar a um acordo final, segundo relatos de oficiais, com possíveis fórmulas para diluir o urânio sob supervisão da ONU em etapas futuras. Fontes iranianas sinalizam abertura a soluções viáveis.

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