- Os Acordos de Abraão, firmados originalmente em 2020, normalizam relações entre Israel e alguns países árabes sem garantias de um Estado palestino, aumentando cooperação econômica e tecnológica.
- Nesta semana, o presidente dos EUA, Donald Trump, pressionou países do Oriente Médio a assinarem o pacto, em meio às negociações com o Irã.
- Países signatários incluem Israel, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Sudão e Marrocos; o acordo ampliou intercâmbios comerciais, diplomáticos e abriu voos diretos.
- Entre os possíveis próximos signatários, destacam-se Arábia Saudita, Catar e Paquistão, cada um com dificuldades políticas e estratégicas para aderir.
- Analistas dizem que a ideia de incluir o Irã nos Abraão é improvável e paradoxal, uma vez que o acordo foi criado para conter a influência iraniana na região.
Em meio às negociações entre EUA e Irã, surge um tema que domina o noticiário: os Acordos de Abraão, intermediados por Washington, que normalizam relações entre países árabes e Israel sem garantias sobre um Estado palestino. Nesta semana, o ex-presidente Donald Trump pressionou nações da região a assinar o pacto, vinculando o tema às conversas com Teerã.
Os Acordos de Abraão foram selados em setembro de 2020, na Casa Branca, inicialmente entre Israel, Emirados Árabes Unidos e Bahrein, com Sudão e Marrocos aderindo posteriormente. Assinaram-se acordos que facilitaram comércio, cooperação tecnológica e intercâmbio diplomático, sem avanços sobre a criação de um Estado palestino.
O papel de cada signatário varia. Israel viu o fim do isolamento regional e abriu portas para mercados e tecnologia. Os Emirados obtiveram autorização para aquisição de caças F-35 e drones, ampliando capacidade de defesa. Bahrein busca equilíbrio regional para reduzir riscos à monarquia.
Marrocos garantiu reconhecimento de Saara Ocidental, enquanto o Sudão foi agraciado com a possibilidade de sair da lista de Estados Patrocinadores do Terrorismo, facilitando empréstimos do FMI. Esses elementos mostraram os benefícios econômicos e estratégicos buscados pelos EUA.
Entre os países ainda em aberto, a Arábia Saudita surge como prioridade na diplomacia norte-americana. A assinatura exigiria recompensas de defesa e segurança, além de um alinhamento político que hoje é sensível no mundo árabe. O Catar também entra no radar devido a vínculos com grupos ligados ao Irã.
Paquistão é citado como possibilidade, mas enfrenta resistência interna, descontentamento popular e tensões com Israel. A adesão poderia complicar sua relação com a China, por questões econômicas e estratégicas. A viabilidade depende de fatores internos e externo.
Ao mencionar a adesão do Irã, Trump sinalizou a possibilidade de inclusão do país. Analistas lembram que os Acordos de Abraão foram criados para conter a influência iraniana, tornando improvável a entrada de Teerã no bloco. Especialistas destacam paradoxo estratégico dessa ideia.
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