- Ataques de Israel deixaram sete palestinos mortos em Gaza nesta terça-feira, sendo cinco em um campo de refugiados e dois em um carro.
- O drone israelense teria atirado contra pessoas que tinham saído de casa, durante tentativa de infiltração de uma milícia palestina apoiada por Israel próxima à leste do campo Maghazi.
- Na sequência, um ataque aéreo israelense atingiu um veículo na cidade de Khan Younis, no sul de Gaza, matando duas pessoas e ferindo outras.
- O cessar-fogo vigente desde outubro não pôde impedir os ataques; o acordo foi mediado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e as negociações para a segunda fase seguem sem avanços.
- Observa-se aumento de incursões de grupos armados apoiados por Israel, classificados pelo Hamas como “colaboradores israelenses”; esses grupos dizem que pretendem derrubar o governo do Hamas.
Ao menos sete palestinos foram mortos nesta terça-feira em ataques realizados por Israel na Faixa de Gaza, segundo autoridades de saúde locais. Entre as vítimas, cinco estavam em um campo de refugiados e duas em um veículo. O incidente ocorreu após um drone israelense atingir pessoas que saíam de casa, enquanto uma milícia apoiada por Israel tentava invadir a área leste do campo de Maghazi.
Médicos e moradores relatam que o ataque em Maghazi resultou em ferimentos adicionais. O Exército de Israel informou ter identificado supostos terroristas armados próximos à linha de armistício com o Hamas e afirmou ter realizado o ataque para eliminar a ameaça.
Incursões de grupos armados apoiados por Israel, considerados por Hamas como colaboradores israelenses, têm se intensificado nas últimas semanas. Líderes desses grupos dizem que buscam derrubar o governo do Hamas.
Ataque em Khan Younis
Mais tarde, na mesma terça-feira, um ataque aéreo atingiu um veículo na cidade de Khan Younis, no sul de Gaza, matando duas pessoas e ferindo várias outras, segundo médicos locais. O Exército de Israel descreveu o caso como um ataque direcionado, sem detalhar.
Contexto do cessar-fogo
O cessar-fogo firmado em outubro, mediado pelos Estados Unidos, não impediu novos ataques israelenses em Gaza. As negociações indiretas entre Israel e Hamas sobre a segunda fase do acordo seguem sem avanço claro.
Cerca de 900 palestinos teriam morrido desde a aplicação do cessar-fogo, segundo autoridades de saúde de Gaza, que não distinguem entre combatentes e civis. Do lado israelense, quatro soldados teriam sido mortos por militantes no mesmo período, segundo o Exército. O Hamas não divulga números de baixas entre seus combatentes. Israel afirma que seus ataques visam impedir ofensivas ou a aproximação de pessoas à linha de armistício com o Hamas.
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