- O Centcom informou que já redirecionou 108 embarcações comerciais durante o bloqueio naval contra o Irã, iniciado em abril por ordem do presidente Donald Trump.
- A operação foca navios que entram ou saem de portos iranianos pelo Estreito de Ormuz, rota estratégica para o petróleo mundial.
- O Centcom destaca que mais de quinze mil militares dos EUA participam da missão, que envolve porta-aviões nucleares e outros grupos de ataque.
- O almirante Brad Cooper disse que a operação tem sido executada com precisão, resultando em “zero comércio” entrando ou saindo dos portos iranianos.
- A Guarda Revolucionária iraniana afirmou que 25 embarcações cruzaram o Estreito de Ormuz nas últimas 24 horas, sob autorização da Marinha, e informou que reagirá a violações com golpes.
O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) informou que já redirecionou 108 embarcações comerciais durante o bloqueio naval imposto ao Irã. A atuação foca navios que entram ou saem de portos iranianos pelo Estreito de Ormuz.
A operação, iniciada em abril por ordem do presidente Donald Trump, atinge embarcações de todas as nacionalidades que tentam acessar portos iranianos no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã. O objetivo, segundo Washington, é restringir o comércio iraniano.
No último sábado, o Centcom informou ter chegado à marca de 100 navios desviados. A força brasileira de operações aponta que mais de 15 mil militares dos EUA participam da missão.
Mais de 200 aeronaves e navios de guerra integram a missão, segundo o Centcom. Os grupos de ataque dos porta-aviões nucleares Abraham Lincoln e George H.W. Bush comandam a operação, ao lado do grupo Tripoli e da 31ª Unidade Expedicionária de Fuzileiros Navais.
O objetivo declarado pelos EUA é sufocar o comércio marítimo do Irã. Em resposta, a Guarda Revolucionária iraniana afirmou que 25 embarcações cruzaram o Estreito de Ormuz nas últimas 24 horas com autorização da Marinha iraniana.
Teerã descreve a passagem como um “controle inteligente” e ameaça reagir a supostas violações com ações rápidas, conforme as declarações feitas pelo regime nesta terça-feira. Não houve confirmação independente dos números iranianos.
A situação ocorre em meio a tensões entre EUA e Irã no Oriente Médio, com consequências ainda incertas para o comércio global de petróleo e para a navegação na região. O desenrolar da operação segue acompanhada por aliados e fornecedores de segurança marítima.
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