- Israel realizou mais de cento e vinte ataques aéreos no Líbano nesta terça-feira, em um dos dias mais intensos de bombardeios; Primeiro-Ministro Benjamin Netanyahu disse que as forças militares estão em operação com grande contingente no terreno.
- O Ministério da Saúde do Líbano informou que os ataques deixaram trinta e um mortos e quarenta feridos; dez-quatro pessoas morreram na cidade de Burj al-Shamali, no sul do Líbano, incluindo duas crianças e três mulheres.
- O Hezbollah afirmou ter alvo Israeli forças e tanques que avançavam em direção a Zawtar al-Sharqiya com drones explosivos, foguetes e artilharia.
- O cessar-fogo vigente desde 16 de abril permanece sob tensão, com visões conflitantes sobre as ações entre Israel, Hezbollah e atores regionais, incluindo a relação com negociações entre Irã e Estados Unidos.
- Na faixa de Gaza, o Exército israelense alega ter eliminado o chefe militar do Hamas, Mohammed Odeh, em um ataque aéreo, dez dias após a morte do antecessor.
Israel intensificou ataques aéreos em território libanês, com mais de 120 bombardeios reportados na terça-feira, num dos dias mais intensos dos últimos meses, segundo fontes de segurança do Líbano. O objetivo da operação permanece vinculado a zonas estratégicas na fronteira com Israel.
A página de saúde libanesa, citada pela agência estatal NNA, informou que os bombardeios deixaram 31 mortos e 40 feridos. Entre as vítimas, 14 pessoas morreram em Burj al-Shamali, no sul do país, incluindo duas crianças e três mulheres.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou publicamente que as Forças de Defesa operam com grande contingente no terreno, buscando tomar controle de áreas estratégicas e fortificar a faixa de segurança no norte de Israel.
Hezbollah informou ter alvo atingido componentes de forças israelenses e de tanques que avançavam para Zawtar al-Sharqiya, com uso de drones explosivos, foguetes e artilharia, ampliando a escalada entre as partes.
Na região, os desdobramentos ocorreram em meio a uma suspensão temporária do cessar-fogo de 16 de abril, enquanto EUA e Irã continuam negociações, apesar de ações militares em curso contra alvos no Golfo.
O governo iraniano classificou ataques dos EUA contra alvos militares iranianos como violação do cessar-fogo e má-fé, mas manteve as conversas mediadas pelo Paquistão e Catar.
Nos Estados Unidos, o governo de Donald Trump convocou reunião de gabinete, com a pauta envolvendo a guerra no Irã e próximos passos diplomáticos. O encontro contará com a participação de todos os ministros.
O Comando Central dos EUA negou que a Marinha tenha retomado de forma discreta o chamado Projeto Liberdade no estreito de Hormuz, afirmando que as forças norte-americanas não estão escoltando navios comerciais no momento.
O preço do petróleo voltou a passar de US$ 100 por barril após os novos golpes contra o Irã, com especialistas apontando que o mercado energético pode ter entrado em uma nova fase, independentemente do desfecho das negociações.
Na Gaza, as Forças de Defesa de Israel afirmaram ter eliminado o chefe militar do Hamas, Mohammed Odeh, em operação aérea, 11 dias após a morte de seu antecessor, conforme informou o ministro da Defesa de Israel.
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