- Um grupo de mulheres australianas ligadas ao Estado Islâmico e crianças retornou a Sydney e Melbourne, depois de ficar anos em um campo na Síria.
- Um avião chegou a Melbourne com duas mulheres e sete crianças; mais quatro mulheres e seis crianças devem chegar a Sydney ainda nesta noite.
- Algumas das mulheres podem enfrentar acusações por terem viajado à Síria há cerca de uma década; uma permanece na Síria com o filho sob uma ordem de exclusão temporária.
- O governo afirmou que não oferecerá assistência ao grupo e que membros que cometeram crimes deverão responder à lei; autoridades dizem ter planos de monitoramento em vigor desde 2014.
- O retorno desta terça-feira seria dos últimos australianos no campo de al-Roj, no nordeste da Síria, onde famílias de combatentes do IS estão desde 2019; entre as têm nomes como Kirsty Rosse-Emile.
Um grupo de mulheres australianas associadas ao Estado Islâmico IS e seus filhos retornou a Sydney e Melbourne nesta terça-feira, após anos retidos em um campo na Síria. A aeronave que trouxe duas mulheres e sete crianças aterrissou em Melbourne; mais quatro mulheres e seis crianças devem chegar a Sydney ainda hoje.
As autoridades indicam que parte das mulheres pode enfrentar acusações pela decisão de viajar para a Síria há cerca de uma década. Uma mulher permanece na Síria, com uma criança, sob uma ordem de exclusão temporária que a impede de retornar à Austrália por ora.
O governo ainda não ofereceu assistência a esse grupo, conforme declarou o ministro do Interior, Tony Burke. Ele ressaltou que as pessoas envolveram-se em ações associadas a organizações terroristas e que, se houver crimes, serão processadas, com toda a rigidez da lei.
Burke informou que as autoridades têm preparado planos de monitoramento desde 2014 e que existem procedimentos de gestão de longo prazo para os membros retornados. O grupo que chega nesta terça é considerado o último grupo de australianos no campo de al-Roj, no nordeste da Síria, onde famílias de combatentes do IS estão desde 2019.
Segundo relatos, as famílias partiram do campo na quinta-feira e embarcaram para a Austrália nesta segunda, em Damasco, capital síria. Entre as retornantes, há australianas identificadas pela imprensa, como uma mulher que saiu aos 19 anos e afirmou não ter sido sua escolha ir à Síria.
Outras incluídas na lista são Nesrine Zahab e Sumaya Zahab, além de Aminah Zahab, todas ligadas a Muhammad Zahab, recrutador do IS. Uma das mulheres permanece na região após a decisão de manter a filha com ela; a filha é cidadã australiana e possui passaporte.
Em 7 de maio, outra leva com quatro mulheres e nove crianças já havia retornado ao país, com três mulheres detidas pela polícia e acusadas de crimes contra a humanidade, entre outras acusações por entrar e permanecer em zona de conflito.
Contexto e desdobramentos
O retorno de famílias associadas ao IS tem sido tema de políticas migratórias e segurança. Autoridades reiteram monitoramento contínuo e coordenação entre agências para garantir o cumprimento da lei e a proteção de terceiros.
O caso segue sob investigação e depende de ações judiciais potenciais, conforme cabível, com foco na responsabilização individual em casos de crimes.
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