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França registra sete mortes por onda de calor em maio mais quente desde 1944

França registra ao menos sete mortes associadas à onda de calor, com máximas de 37,1°C; especialistas alertam para ondas mais precoces e intensas na Europa

Visitantes usam guarda-chuvas para se proteger do sol durante as altas temperaturas em Paris, França, na terça-feira, 26 de maio de 2026.
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  • França tem ao menos sete mortes ligadas direta ou indiretamente à onda de calor, com temperaturas que chegaram a 37,1°C em algumas regiões.
  • O dia 25 de maio foi o mais quente já registrado em maio na França desde o início das medições, com média nacional de 24,4°C e máxima de 37,1°C perto de Hossegor.
  • No Reino Unido, Londres atingiu 34,8°C em Kew Gardens, um recorde histórico para maio, considerado excepcional pelo Met Office.
  • Na Península Ibérica e na Itália houve altas temperaturas, com regiões espanholas entre 36°C e 38°C e Lazio, próximo a Roma, restringindo atividades sob calor intenso.
  • Especialistas apontam que esses eventos são cada vez mais frequentes, precoces e intensos devido à crise climática, com previsões de continuidade desse padrão.

A França registrou o mês de maio mais quente desde 1944, quando as medições passaram a ocorrer de forma contínua. Cultivando recordes, o país viu temperaturas acima de 37°C em várias regiões, em meio a uma onda de calor que também atingiu outros países europeus.

Segundo a Météo France, segunda-feira foi o dia mais quente já registrado para um mês de maio. A temperatura média nacional atingiu 24,4°C, superando o recorde anterior de 23,7°C. A máxima chegou a 37,1°C nas proximidades de Hossegor, no sudoeste.

Na Inglaterra, o Met Office confirmou 34,8°C em Londres, um recorde para maio no país. Em Kaer Gardens, o dia foi classificado como excepcional mesmo para o verão. Na Península Ibérica, áreas do Guadiana, Guadalquivir e Ebro chegaram a 36°C a 38°C, com possibilidade de 40°C nos próximos dias.

Esclarecimentos sobre as causas

Analistas apontam que o fenômeno envolve uma cúpula de calor, com ar quente vindo do Marrocos aprisionado por uma corrente de alta pressão. Especialistas dizem que eventos assim devem se tornar mais frequentes, intensos e precoces devido às mudanças climáticas.

O climatologista Christophe Cassou descreveu o episódio como sem precedentes, com probabilidade de ocorrência muito rara em padrões pré-industriais. Estudos citados indicam que ondas de calor em junho já são cerca de 10 vezes mais prováveis na Europa do que antes da Revolução Industrial.

Impactos no cotidiano e mortes confirmadas

Na França, sete pessoas morreram em contextos ligados ao calor. Entre as causas diretas, houve afogamentos e hipertermia durante atividades físicas. Um caso ocorreu durante uma competição em Lyon e outro durante uma corrida em Paris.

Ainda na França, outras 16 pessoas precisaram de atendimento médico durante uma prova em Maisons-Alfort, com 10 em estado crítico. Milhares buscaram refúgio em praias e rios, antes do início oficial da temporada de verão.

O primeiro-ministro Sébastien Lecornu convocou reunião ministerial para avaliar a capacidade de resposta do governo diante das ondas de calor. O objetivo é monitorar a situação com o aumento de registros de calor extremo em dezenas de estações meteorológicas.

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