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Guerra na Ucrânia: Rússia orienta bancos a abaterem drones por conta própria

Rússia autoriza bancos, entre eles o Sberbank, a armar funcionários e custear defesa contra drones, em meio a condenações internacionais por ameaças a embaixadas

Members of the Russian National Guard (Rosgvardiya) stand outside the headquarters of the Russian Central Bank on the day of a key rate-setting meeting in Moscow, Russia, 21 April, 2026.
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  • O governo russo aprovou uma lei permitindo que bancos, incluindo o Sberbank, operem sistemas de defesa e protejam-se contra drones, arcando com os custos.
  • Os bancos atuariam sem envolvimento de forças especiais, investindo em defesa de infraestrutura e de funcionários; declaração de Anatoly Aksakov foi citada pela RBC.
  • Quase cinquenta países condenaram as ameaças da Rússia a embaixadas em Kyiv; UE informou que não deslocará sua equipe, e Alemanha e Noruega chamaram os embaixadores russos.
  • A Rússia lançou uma campanha de ataques sistemáticos a Kyiv, apontando centros de decisão e sugerindo que estrangeiros deixem a cidade; Kyiv classificou a ameaça como chantagem.
  • A República Tcheca firmou contratos para fornecer cerca de um milhão de munições de calibres pesados em 2026; financiamento vem de doadores internacionais e de ativos congelados da Rússia, com quase € 1 bilhão já garantidos neste ano.

O governo russo orientou bancos de primeira linha, incluindo o maior sistema público do país, a adotar defesas próprias contra drones ucranianos e arcar com os custos. A medida, já aprovada no parlamento, permite que instituições financeiras operem sistemas de defesa e forneçam armas a funcionários sem necessidade de forças especiais. A notícia evidencia o esforço de Moscou para proteger infraestruturas críticas diante de ataques, especialmente em áreas como Moscou, onde a defesa aérea ficou mais concentrada.

Os ataques ucranianos atingem navios, aeródromos, refinarias e redes de energia e, segundo autoridades russas, vêm dificultando a capacidade de resposta ampla em território grande como o russo. Kiev tem mirado infraestrutura usada para sustentar o esforço de guerra, incluindo bases, linhas de abastecimento e fábricas que produzem componentes militares.

A reação internacional foi rápida: quase 50 países no Conselho de Segurança da ONU condenaram as supostas ameaças russas a embaixadas em Kiev, afirmando que o ato não pode ser aceito. A União Europeia informou que não planeja transferir seus trabalhadores para a capital ucraniana, e Alemanha e Noruega convocaram embaixadores russos para agradecimentos formais.

Contexto estratégico na Ucrânia

Na mesma linha de pressão, Moscou anunciou uma campanha de ataques sistemáticos contra centros de decisão em Kyiv e pediu que estrangeiros deixassem a cidade. A Ucrânia classificou a mensagem russa como chantagem e pediu aos aliados que ignorem a orientação de retirada.

Apoio internacional à Ucrânia

O governo tcheco informou contratos para fornecer munição de calibre pesado à Ucrânia, com previsão de envio de cerca de 1 milhão de cartuchos em 2026. Em 2024, foram entregues aproximadamente 1,5 milhão de cartuchos e 1,8 milhão no ano passado. O ministro da Defesa ressaltou a continuidade do auxílio.

A iniciativa da República Tcheca envolve também doadores externos, como Dinamarca, Holanda e Alemanha, além de comerciantes de armas que obtêm suprimentos ao redor do mundo. O financiamento já registrado em 2024 somou quase €1 bilhão, com expectativa de crescer se novas doações chegarem. O presidente tcheco mantém apoio firme a Kyiv.

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