- Irã classifica como “violação gravíssima” os ataques aéreos dos EUA, ocorridos nas últimas 48 horas.
- O Comando Central dos EUA afirmou ter feito ataques de “autodefesa” contra alvos de mísseis e barcos iranianos que tentavam colocar minas, no sul do Irã.
- O Ministério das Relações Exteriores do Irã responsabiliza os EUA pelas consequências de ações “agressivas e injustificadas” na região de Hormuz, diante do estreito que corta o abastecimento mundial.
- Não está claro o impacto dos ataques nas negociações para encerrar o conflito; o secretário de Estado dos EUA disse que um acordo ainda é possível em alguns dias, com entrave nos fundos iranianos congelados.
- As negociações são mediadas pelo Paquistão, com participação do Irã em Doha; o foco inclui ativos congelados e o estoque de urânio enriquecido, enquanto o Irã mantém o bloqueio do Estreito de Hormuz.
O Irã havia informado que os ataques aéreos dos EUA nas últimas 48 horas constituem uma violação grave do cessar-fogo. Washington descreveu as ações como ataques de autoproteção direcionados a alvos no sul do Irã.
O Comando Central dos EUA afirmou ter atingido locais de mísseis iranianos e embarcações que tentavam colocar minas, como parte de operações na região. A comunicação não especificou danos ou números de vítimas.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã responsabilizou os EUA pelas consequências das ações consideradas agressivas na região de Hormozgan, junto ao estreito de Ormuz, rota vital para o abastecimento de petróleo.
Situação diplomática e negociações
Ainda não está claro qual será o impacto desses ataques nas negociações para encerrar o conflito, mediadas principalmente pelo Paquistão, com participação recente do Irã em conversações no Catar.
Autoridades próximas às negociações disseram que o governo iraniano discutiu, em Doha, questões ligadas a ativos congelados no exterior, bem como ao estoque de urânio altamente enriquecido e ao Estreito de Hormuz.
O Irã tem bloqueado parcialmente a passagem pelo Estreito de Hormuz desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, com a participação de EUA e Israel. Países ocidentais acusam Teerã de buscar armas nucleares; o Irã sustenta que o programa é para fins pacíficos.
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