- Israel atacou Mohammad Odeh, apontado como novo chefe militar do Hamas, poucos dias após sua nomeação.
- Governo não confirmou se Odeh morreu; o Hamas não comentou o ataque.
- Em Gaza, autoridades de saúde disseram que ao menos três pessoas morreram, incluindo uma mulher, e mais de vinte ficaram feridas; ataque destruiu o andar superior de um prédio no bairro de Rimal, na Cidade de Gaza.
- Netanyahu disse que Odeh chefiava a divisão de inteligência do Hamas na época do ataque de sete de outubro de dois mil e vinte três e foi nomeado há cerca de uma semana para substituir o comandante morto Izz al-Din al-Haddad.
- O governo israelense expandiu operações terrestres no Líbano; as negociações indiretas sobre a segunda fase do cessar-fogo seguem sem acordo, e o conflito tem deixado dezenas de milhares de mortos em Gaza desde o início da guerra.
Israel afirmou nesta terça-feira 26 ter atacado o novo chefe do braço armado do Hamas, Mohammad Odeh. Segundo o governo de Binyamin Netanyahu, Odeh teria assumido o cargo poucos dias antes, após a morte do antecessor. A ação ocorreu no contexto de intensificação militar em Gaza e de operações no Líbano.
O Netanyahu não detalhou como ocorreu o ataque nem confirmou a morte de Odeh. O Hamas não comentou publicamente a ofensiva até o momento, e não houve confirmação oficial sobre o status do líder.
Autoridades de saúde de Gaza informaram que ao menos três pessoas morreram, entre elas uma mulher, e mais de 20 ficaram feridas após o ataque, que atingiu um andar superior de um prédio residencial no bairro de Rimal, na Cidade de Gaza.
Detalhes e contexto imediato
Netanyahu afirmou que Odeh chefiava a divisão de inteligência do Hamas no ataque de 7 de outubro de 2023 e que foi nomeado há cerca de uma semana para substituir Izz al-Din al-Haddad, comandante-chefe do braço armado, morto no dia 15 de maio. Fontes próximas ao Hamas não confirmaram a nomeação, mas apontaram que Odeh era visto como possível sucessor na função de chefe de inteligência militar.
Horas antes do ataque a Odeh, Israel informou ter expandido operações terrestres no Líbano. O país mantém ações em várias frentes, mesmo com sinalizações de tréguas temporárias em diferentes áreas.
Israel e Hamas permanecem em impasse nas negociações indiretas sobre a segunda fase do acordo de cessar-fogo, que envolve desarmamento do Hamas e retirada das tropas israelenses de Gaza. A trégua, vigente desde outubro, deixou Israel com controle de mais da metade de Gaza, e o Hamas controla a faixa costeira remanescente.
Cerca de 900 palestinos teriam morrido em ataques israelenses desde o início da trégua, segundo autoridades de Gaza, com milhares de feridos. Do lado israelense, quatro soldados teriam sido mortos por ataques de militantes no mesmo período, conforme divulgação do Exército.
O Hamas não divulga números de baixas entre seus membros. As autoridades de saúde de Gaza informam dados de mortalidade sem distinção entre combatentes e civis. A situação humanitária e as operações militares seguem sob forte observação internacional.
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